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A informação publicada
no site da UMIC sugere ainda que o
projecto Voto Electrónico, desenvolvido
pela própria UMIC (enquanto Agência
para a Sociedade do Conhecimento)
e pelo STAPE (Secretariado Técnico
dos Assuntos para o Processo Eleitoral),
obteve um grande apoio dos eleitores,
quer na vertente presencial, quer
na vertente pela Internet. Praticamente
todas pessoas que experimentaram as
novas formas de votar ficaram satisfeitas
com a experiência e estariam dispostas
a votar desta forma em futuras eleições.
Voto electrónico
via Internet
No caso do voto electrónico
não presencial (via Internet), a experiência
abrangeu emigrantes portugueses residentes
em 38 países tão diferentes como a
Namíbia, Suécia, Paquistão, Senegal,
Estados Unidos da América, ou Israel.
Dos 4 367 participantes nesta experiência,
91,5 por cento responderam ao inquérito.
Destes, 99,17 por cento gostaram desta
forma de votação e 98,32 por cento
estariam dispostos a votar desta forma
em futuras eleições.
Em relação à usabilidade
deste novo processo, 98,08 por cento
dos inquiridos consideram esta nova
forma de votar simples/fácil e 98,91
por cento consideraram-na rápida.
No que diz respeito à segurança do
novo processo de voto, 57,80 por cento
dos inquiridos consideram-no seguro,
7,89 por cento não o consideraram
seguro e 34,31 por cento optou pela
opção "não sabe ou não responde".
Dos eleitores que responderam
que não consideram esta forma de votar
segura, apurou-se que os factores
que mais preocupam os inquiridos são
a garantia de que o sistema resiste
a ataques de piratas informáticos
(38,1 por cento), a garantia do direito
ao voto secreto (30,1 por cento),
a garantia de que é de facto o eleitor
a exercer o seu direito de voto (29,1
por cento) e a garantia de que o voto
atribuído não é posteriormente alterado
(28,5 por cento).
Voto electrónico
presencial
Nas últimas eleições
de Fevereiro, participaram na experiência
do voto electrónico presencial cinco
freguesias - quatro da área da Grande
Lisboa e uma da Covilhã. De um total
de 26 515 votantes, 33,28 por cento
participaram na experiência, o que
significou um aumento relativamente
à experiência de 2004 (que obteve
um resultado de 20 por cento).
Dos eleitores que participaram
no projecto deste ano e responderam
ao inquérito, 99 por cento gostaram
da experiência do voto electrónico
e 97,8 por cento revelaram-se dispostos
a votar electronicamente em futuros
actos eleitorais. Destes participantes,
98 por cento dos que responderam ao
inquérito consideraram o sistema simples
e rápido, 81 por cento consideram-no
seguro e 90 por cento são da opinião
que o voto electrónico facilita a
identificação dos candidatos.
Outras conclusões interessantes
revelaram que 63 por cento dos eleitores
inquiridos consideram que o novo sistema
facilita a votação por parte dos cidadãos
com dificuldades motoras/visuais e
86 por cento dos inquiridos são da
opinião que o sistema de voto electrónico,
ao permitir a mobilidade dos eleitores,
contribuirá para diminuir a abstenção
eleitoral.
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