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A génese da Paresa Informática
remonta a 1993, altura em que o grupo
Paresa estabeleceu um contrato de
representação exclusiva para Espanha
com a empresa de nacionalidade britânica
Psion PLC. A partir de 2000, no seguimento
das fusões em que esteve envolvida
a Psion, a Paresa Informática resolveu
diversificar a comercialização de
equipamentos informáticos, passando
a incluir outras marcas no seu catálogo.
No entanto, continuou a centrar a
sua actividade em torno das soluções
de informática móvel.
Entre as marcas actualmente
comercializadas incluem-se a Unitec,
a Gotive, a Extec e a Zebra. As duas
primeiras marcas, tal como a Psion,
referem-se a terminais portáteis,
enquanto que as duas últimas designam
impressoras portáteis.
Actuação através
de parceiros
Em 2003 e 2004, o grupo
Paresa resolveu expandir a sua actividade
para fora de Espanha - Portugal e
América Central. No caso português,
o facto do anterior representante
da Psion ter deixado de trabalhar
com estes equipamentos, reforçou ainda
mais a oportunidade de mercado do
grupo Paresa. Todas as marcas referidas
atrás são representadas actualmente
no nosso país pela Paresa em regime
de exclusividade, excepto as impressoras
Zebra.
A estratégica de actuação
do grupo é actuar de forma centralizada
- tudo está centralizado em Barcelona
(origens do grupo), incluindo os stocks,
apoio administrativo, suporte técnico,
etc. Em Portugal existe apenas um
escritório de representação comercial.
Esta forma de actuação torna-se possível
porque a Paresa Informática não vende
directamente aos clientes finais.
Nos vários mercados onde está presente
actua sempre por intermédio de parceiros.
Tipicamente, a Paresa
Informática escolhe os seus parceiros
por sectores de mercado. O sector
de actividade mais representativo
e tradicional tem sido a automação
das forças de venda. Com o aparecimento
das novas tecnologias de comunicação,
os mercados alvo diversificaram-se
bastante, pelo que a empresa aposta
agora em sectores como a logística
e armazéns, assistência técnica, leitura
de dados em campo (leitura de contadores
da água, gás, electricidade…), transportes,
etc.
Convém referir ainda
que as marcas de terminais portáteis
e de impressoras portáteis propostas
pela Paresa têm em vista apenas o
mercado profissional e não o mercado
do grande consumo.
Parceria com a
Sinfic
Na opinião de António
Pedroso, vice-presidente de marketing
e vendas do grupo Paresa, o mercado
português tem um problema nesta área:
há muita falta de empresas que integrem
soluções. Há empresas que vendem equipamentos
e há empresas que desenvolvem algum
software. As primeiras chegam a desenvolver
algum software para venderem os seus
equipamentos (negócio principal),
enquanto que as segundas encaram a
comercialização de equipamentos para
venderem o seu software por arrasto.
Nestes casos, o objectivo é vender,
independentemente de responder ou
não realmente às necessidades do cliente.
O que falta são empresas
que falem com o cliente, vejam o que
ele precisa e depois construam uma
solução capaz de responder às necessidades
identificadas. António Barros, country
manager da Paresa Informática para
Portugal, sublinhou que à sua empresa
só interessam os parceiros que se
preocupem em criar uma solução que
seja capaz de responder realmente
às necessidades do cliente.
É nesta óptica que se
insere a parceria entre a Paresa Informática
e a Sinfic. A grande diversidade de
competências desta última (incluindo
o desenvolvimento de software), permite-lhe
abordar os mercados que precisam de
soluções de mobilidade de uma forma
global (e não parcial). Apesar de
já existir há mais tempo um conhecimento
mútuo entre elementos de ambas as
empresas, a parceria entre a Paresa
e a Sinfic só aconteceu em Setembro
de 2004, altura em que a última criou
uma unidade estratégica de negócio
designada por Mobile Solutions.
Para a Paresa, esta
unidade de negócio da Sinfic representou
também uma oportunidade, dado que
surgiu numa altura em que está a consolidar
a sua posição no mercado português.
Paralelamente, a presença da Sinfic
no mercado Angolano já estendeu a
parceria aquele país lusófono.
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