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A estrutura
do documento comporta três vertentes:
- O e-learning
em 2000 e 2004: dois cenários diferentes;
- Análise do
impacto das políticas de e-learning
da União Europeia;
- Sumário e recomendações
para a acção.
O e-learning
em 2000 e 2004: dois cenários diferentes
A necessidade
de considerar a educação e a formação
como componentes do eEurope Plan foi
uma das evidências da Estratégia de
Lisboa - que queria tornar a Europa
na economia mais competitiva do mundo
em 2010. Neste contexto, como os sistemas
de educação tradicionais não conseguiriam
responder ao desafio, foi proposta
quase de imediato uma iniciativa de
e-learning (eLearning Initiative),
lançada pela Comissão Europeia.
Esta euforia em
torno do e-learning baseou-se em vários
aspectos, nomeadamente no facto das
companhias de e-learning dos Estados
Unidos estarem (na altura) entre as
mais lucrativas e no facto do mercado
do e-learning registar rácios de crescimento
superiores a 100 por cento ao ano.
Como reacção à
iniciativa da Comissão Europeia, o
e-learning passou a ser considerado
como uma séria oportunidade ou uma
séria ameaça. Na realidade, o e-learning
era uma prática marginal em muitos
países da União Europeia (UE).
Cerca de quatro
anos depois, a situação parece ser
bastante diferente. Os autores do
documento que serviu de base a esta
notícia afirmam que se pode dizer
actualmente que o e-learning aumentou
a sua importância prática na Europa
e perdeu importância em termos de
discurso político. Para este quase
desaparecimento do e-learning dos
discursos políticos de topo muito
contribuiu a alteração das prioridades.
A educação perdeu
claramente peso a favor das preocupações
com a segurança. Consequentemente,
muitos países da UE diminuíram o peso
dos gastos com a educação nos últimos
anos. Paralelamente, o mercado do
e-learning também passou a crescer
a rácios mais modestos - cerca de
30 por cento ao ano na Europa, embora
com grandes diferenças entre regiões
e países.
Impacto
das políticas de e-learning na Europa
O European ODL
Liaison Committee menciona no seu
documento alguns pontos fortes e fracos
relacionados com a abordagem que está
a ser seguida pelas instituições europeias
nos últimos anos relativamente ao
e-learning.
Entre os pontos
fortes, destacam-se:
- O efeito de
forte mobilização das autoridades
nacionais, das instituições de ensino
superior e da indústria, entre outros;
- A actividade
massiva na área das redes a nível
europeu;
- A evolução
registada na retórica em torno do
e-learning, deixando de se centrar
apenas nos computadores, na conectividade
e nos custos, para passar a incluir
também os conteúdos, o contexto,
a colaboração e as comunidades de
aprendizagem;
- A disponibilização
de novos desenvolvimentos decorrentes
das iniciativas da União Europeia;
- A abertura
das mentes de alguns responsáveis
para novas ideias e conceitos relacionados
com o e-learning;
- O aumento das
sugestões para simplificar os regulamentos
financeiros e os procedimentos administrativos
da UE.
Do lado dos pontos
fracos, o relatório destaca aspectos
como:
- A falta de
perseverança relativamente ao conceito
e prática da eLearning Initiative;
- A reduzida
quantidade de recursos atribuídos
ao novo eLearning Programme;
- A falta de
uma consulta sistemática (por parte
de quem toma decisões aos vários
níveis do processo político da UE)
do ambiente profissional que suporta
o e-learning;
- A falta de
uma real integração do discurso
em torno do e-learning com a agenda
de aprendizagem contínua, dando
assim a ideia de dois movimentos
(um originado pela estratégia eEurope
e o outro mais endógeno à política
de educação e de formação);
- O enfoque em
demasia na educação formal (em oposição
à aprendizagem pós-inicial, não
formal e informal);
- Uma certa descontinuidade
das acções suportadas pelos fundos
da Comissão Europeia.
Recomendações
Tendo em vista
as considerações efectuadas nos subtítulos
anteriores, o European ODL Liaison
Committee, recomenda às instituições
europeias que considerem os seguintes
dez pontos:
1. Restabelecimento
do momentum político para a eLearning
Initiative com duas adaptações - assegurar
que o novo discurso se baseia mais
na procura sócio-económica e que é
mais coerente;
2. A aprendizagem
contínua e o e-learning são demasiado
importantes e omnipresentes na sociedade
do conhecimento para serem da competência
exclusiva das autoridades ligadas
à educação;
3. Garantir que
o e-learning e a utilização das TIC
(Tecnologias da Informação e da Comunicação)
estão completamente integradas e que
o seu potencial é completamente aproveitado;
4. Dar maior ênfase
à integração das TIC no processo de
Bolonha;
5. Disponibilizar
os recursos suficientes através da
coordenação e da integração das iniciativas
da UE e dos vários países;
6. Distinguir
os projectos de primeira geração (mais
inovadores) dos de segunda geração
(baseados em actividades de sucesso
anteriores);
7. Ser realista
relativamente à capacidade dos projectos
se manterem após um ciclo de dois
ou três anos;
8. Ter em conta
o facto de que os líderes das instituições
de educação e de formação não estão
bem equipados nem apoiados para implementarem
as alterações necessárias para a generalização
do e-learning;
9. Envolver os
ramos sectoriais e os parceiros sociais
em projectos, uma vez que isto leva
o mundo do "trabalho" para o mundo
do "estudo".
10. Consultar
e envolver o ambiente profissional
e os seus representantes na definição
das novas fases da Programação Europeia
e na implementação de acções estratégicas.
Poderá encontrar
o artigo que serviu de base a esta
notícia e outros no site http://www.elearningeuropa.info/index.php?page=home.
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