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Esta semana: Arquitectura Empresarial e Gestão de Projectos  
Newsletter n.º 101  19 Fevereiro 2007  
 
 

O Mercado de Ferramentas de EA Segundo a Gartner

O mercado das ferramentas de EA (Enterprise Architecture) registou um crescimento significativo durante o ano de 2005. O aumento de maturidade deste mercado foi ilustrado pelas fusões e aquisições que tiveram lugar durante a primeira metade de 2005. Por outro lado, entraram neste mercado vários novos fornecedores durante o mesmo ano. A Gartner espera que o crescimento de dois dígitos continue por mais algum tempo. A influenciar este crescimento está a compreensão crescente da importância da EA para a execução da estratégia de negócio.

 

Também existe uma consciência crescente de que as ferramentas de EA precisam de suportar a integração e a análise de um leque alargado de informação e comunicar essa informação aos vários stakeholders (partes interessadas). Só assim as ferramentas de EA poderão suportar as estratégias de negócio de forma eficaz.


(Clique na imagem para a visualizar em tamanho maior)

A maior parte das ferramentas tiveram origem na modelação ou em repositórios de metadados. As ferramentas que evoluíram a partir da modelação costumam ter melhores capacidades de visualização, enquanto que aquelas que evoluíram a partir de repositórios têm normalmente melhores capacidades de gestão e de importação/exportação. Mas há medida que este mercado atinge níveis de maturidade mais elevados, os fornecedores estão a melhorar as capacidades das suas ferramentas.

Outra característica deste mercado é a prevalência dos pequenos fornecedores. Das 12 empresas incluídas no Magic Quadrant de 2006 da Gartner, só três estão cotadas em bolsa. Das restantes, duas são mesmo fornecedores de ferramentas EA que aparecem pela primeira vez no Magic Quadrant.

Apesar do sucesso deste mercado em conquistar novas empresas, uma tendência que deverá continuar nos próximos anos, a crescente prevalência dos standards irá conferir alguma protecção aos utilizadores. Por outro lado, como os produtos de EA são utilizados principalmente para planeamento, e não tanto para propósitos operacionais, o impacto das alterações do mercado poderá ser gerido mais facilmente.

Definição/descrição do mercado

Os arquitectos empresariais precisam de conjugar informação sobre vários assuntos, incluindo aplicações, dados (estruturados e não estruturados), tecnologia de vários tipos, interfaces, processos de negócio, e estruturas organizacionais. De igual modo, precisam de compreender e de representar as relações entre toda essa informação, bem como comunicá-la aos seus stakeholders.

No "Gartner Enterprise Architecture Framework: Evolution 2005", a Gartner descreveu uma abordagem para a estruturação de conteúdo EA com base num mínimo de três pontos de vista de arquitectura fundamentais - negócio, informação, e tecnologia - e com base na relação da informação com a arquitectura solução, que é um cosposto de outros pontos de vista. Também deverá existir a capacidade para relacionar esse conteúdo com a estratégia de negócio e com as tendências ambientais.

Muitas empresas começam pela utilização de ferramentans de diagramas e folhas de cálculo para documentar as suas arquitecturas. Apesar destes meios poderem ser úteis inicialmente, é extremamente difícil assegurar a consistência destes documentos, uma vez que os artefactos aparecem em múltiplos locais. Por exemplo, uma aplicação pode aparecer num diagrama relativo a um servidor, noutro relativo a um processo de negócio, e noutro relativo às interfaces da aplicação.

As alterações à aplicação podem exigir actualizações em todos os diagramas, introduzindo oportunidades para inconsistências e faltas de exactidão. As ferramentas de EA respondem a esta necessidade, através do armazenamento de informação relevante num repositório e do fornecimento de capacidades para estruturar e apresentar a informação de várias formas. Os requisitos mínimos de uma ferramenta de EA são:

  • Um repositório.
  • Um metamodelo que suporta os pontos de vista de negócio, de informação, e de tecnologia, bem como a arquitectura solução. O repositório também deve suportar relações entre objectos nesses pontos de vista/arquitecturas.
  • Capacidade para criar ou importar modelos e artefactos.
  • Capacidade para extrair informação do repositório de modo a suportar as necessidades dos stakeholders, incluindo extractos em formulários gráficos, textuais e executáveis.

Explicação dos quadrantes

  • Líderes. Os líderes têm um grande leque de capacidades para suportar EA, combinadas com a capacidade de disponibilização a um grupo diverso de stakeholders. A maior parte dos fornecedores que constam do quadrante dos líderes suportam implementações que vão desde um único desktop até um esforço de arquitectura gerido e integrado para responder às necessidades de um espectro de utilizadores em toda a empresa.
  • Desafiadores. Os desafiadores executam bem, mas ainda não demonstram uma visão particular neste mercado. No gráfico de 2006 não existem fornecedores no quadrante dos desafiadores.
  • Visionários. Estes fornecedores já demonstraram inovação neste mercado, mas ainda terão que apresentar o mix da viabilidade global, dimensão funcional, execução de vendas, e acompanhamento dos registos para passarem para o quadrante dos líderes. No gráfico só aparece um fornecedor neste quadrante.
  • Fornecedores de nicho. Os fornecedores que se encontram neste quadrante tendem a ter pontos fortes em muitos aspectos da EA, sem disponibilizarem um suporte mais alargado. Alternativamente, tendem a ter uma experiência mais limitada com a EA em termos geográficos, através da falta de enfoque neste mercado, ou porque são novos no mercado.

A Mega

A Sinfic é parceiro da Mega em termos de consultoria e distribuição (Mega Consulting and Distribution Partner), pelo que vamos referir aquilo que a Gartner afirmou deste fornecedor no documento que serviu de base a este texto.

As ferramentas da Mega fornecem uma boa profundidade e abrangência, combinadas com uma interface atractiva com o utilizador. Um exemplo, desta interface com o utilizador é o gerador de relatórios baseados em wizard, que permite a construção de queries de forma interactiva. Uma melhoria recente e bem vinda - disponível apenas em mais duas ferramentas - é a capacidade de gerar diagramas rapidamente, evitando a necessidade de colocar manualmente itens individuais num diagrama. Actualmente, a Mega só suporta essa capacidade para alguns tipos de modelos, embora planeie alargá-la a notações de modelação adicionais.

Outra funcionalidade atractiva é a capacidade para esconder objectos em diagramas. A mega começou por ter um enfoque europeu e, além da sua base em Paris, estabeleceu uma pequena presença na América do Norte. Durante 2005, cresceu de forma significativa nos Estados Unidos, particularmente no sector governamental, apesar deste crescimento ter sido conseguido a partir de uma pequena base. Se a Mega conseguir manter este momentum, conseguirá fornecer confiança adicional aos clientes potenciais e actuais dos Estados Unidos.

Finalmente, há a referir que a Mega tem uma abordagem sofisticada em termos de marketing, com um programa graduado de actividades orientadas a várias funções, desde os CEOs até aos arquitectos da linha da frente. Considere a Mega quando procurar uma ferramenta bem balanceada e fácil de utilizar. Há ainda o facto de ter uma presença significativa na Europa Ocidental.

Baseado num documento da Gartner com o título "Magic Quadrant for Enterprise Architecture Tools, 1Q06"

 

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Evento: Planeamento e Orçamentação - 8 de Março de 2007 - Inscrições Limitadas

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Formação: CSS Avançado - Creating Killer Style Sheets - 05 de Março de 2007

 
 
 

 

 
 
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