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Para uma adequada
caracterização dos processos internos,
os autores do BSC sugerem que estes
sejam analisados segundo o modelo
da Cadeia de Valor dos Processos Internos.
Cada empresa tem um conjunto específico
de processos para criar valor para
os seus clientes e para gerar resultados
financeiros. É esse conjunto de processos,
que constitui a fonte das suas vantagens
competitivas, que não podem ser compreendidas
observando a empresa como um todo,
visto terem a sua origem nas inúmeras
actividades distintas que a empresa
executa - desde o planeamento, produção,
comercial, logística e acompanhamento
pós-venda.
Para Porter (1985),
o valor define-se em termos competitivos
como sendo o montante que os clientes
estão dispostos a pagar por aquilo
que o fornecedor lhes oferece. Uma
empresa é rentável se o valor que
propõe ultrapassa os custos envolvidos
na criação do produto. No fundo, é
este o objectivo de qualquer estratégia.
Com base desta teoria de Porter, o
modelo do BSC pode adaptar um modelo
genérico de cadeia de valor na preparação
da sua perspectiva interna. Este modelo
inclui 3 processos internos principais:
- Processo de
inovação;
- Processo operacional;
- Processo após
venda

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Uma perspectiva
integradora da organização
O Sistema de
Gestão da Qualidade (SGQ) e o Balanced
Scorecard (BSC) são ferramentas que
realizam um mesmo objectivo: dotar
a organização de informação de gestão
que permita a tomada de decisões adequadamente
fundamentadas e conducentes à melhoria
do desempenho. Estes dois aspectos
são inerentes a cada uma das ferramentas
que ajudam a compreender em que medida
o SGQ e o BSC permitem à organização
concretizar o objectivo enunciado.
Verificou-se nos
últimos anos que as organizações utilizaram
várias técnicas de gestão para melhorar
os resultados da sua actividade, como
os Balanced Scorecard, Activity Based
Management, ou a Total Quality Management.
Contudo, e apesar destas iniciativas
acrescentarem valor, é necessária
uma perspectiva integradora que articule
estes componentes, de forma a permitir
uma gestão de desempenho eficaz -
neste caso, com uma abordagem assente
em dois vectores fundamentais:
- A pirâmide,
que permite a integração dos objectivos
de desempenho ao nível da empresa,
dos processos e das pessoas;
- O processo
contínuo da gestão de desempenho

Pirâmide de gestão.
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A pirâmide da
gestão de desempenho (ver figura)
é constituída essencialmente por três
grandes plataformas. Na primeira plataforma
estão os indicadores do scorecard
estratégico, pertença dos executivos
de topo. Na segunda plataforma, estão
os indicadores de processos (ou de
função), sob a responsabilidade dos
seus detentores. Finalmente, na terceira
plataforma, encontram-se os indicadores
de desempenho individuais.
A construção da
pirâmide de gestão de desempenho assenta
fundamentalmente em três princípios:
- Desenvolvimento
de um conjunto balanceado de dimensões
que comportem, não só a vertente
financeira, como também a vertente
não financeira;
- Alinhamento
sequencial e integrado dos objectivos
de desempenho, de maneira a reflectirem
as linhas de orientação estratégicas;
- A utilização
de um número reduzido de objectivos,
de modo a que as organizações se
concentrem no estritamente essencial.

Processo continuo
da gestão de desempenho.
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O processo contínuo
da gestão de desempenho comporta três
etapas fundamentais: definição de
indicadores; informação e análise;
e avaliação operacional.
a) Definição de
indicadores. Durante esta fase são
definidos indicadores que garantam
a consonância com a estratégia e os
objectivos do negócio. Definição dos
indicadores a partir do entendimento
da estratégia, sendo para tal importante
avaliar oportunidades e ameaças, identificar
os respectivos pontos fortes e pontos
fracos. Definidos os indicadores financeiros
e não financeiros, são concretizadas
as métricas a utilizar e as metas
a atingir e, através da pirâmide de
desempenho, procede-se ao desdobramento
dos indicadores estratégicos para
os processos e indivíduos.
b) Informação
e análise. Nesta fase são criadas
as bases que permitam a monitorização
contínua da evolução de cada uma das
métricas. Será construída a base que
permita a quantificação dos indicadores,
garantindo o acompanhamento por parte
dos responsáveis.
c) Avaliação operacional.
Quando é realizada a avaliação operacional,
a informação crítica sobre o desempenho
é utilizada e revista pela empresa,
de forma a identificar e a implementar
um portfólio de melhorias, desde intervenções
mais simples, até intervenções mais
estratégicas.
Desta forma, o
processo de gestão está focado num
conjunto de indicadores vitais para
o negócio, possibilitando uma actuação
proactiva na identificação e implementação
de medidas preventivas, aos vários
níveis e de forma integrada.
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