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O Barclays é um
grupo de serviços financeiros com
sede no Reino Unido. Conta com uma
grande presença internacional na Europa,
nos Estados Unidos, em África e na
Ásia, sendo uma das maiores empresas
de serviços financeiros do mundo.
A experiência desta instituição tem
mais de 300 anos e conta com 27 milhões
de clientes e 123 mil empregados em
cerca de 50 países. Em Portugal, o
número de funcionários deste banco
ultrapassa os 1200, tendo implementado
nos últimos anos uma estratégia de
forte expansão geográfica.
A necessidade
O Barclays em
Portugal começou a pensar no eLearning
há cerca de cinco anos, numa altura
em que esta instituição bancária tinha
menos de 600 funcionários no nosso
país. Apesar desta dimensão, o banco
começou por considerar uma solução
da IBM. No entanto, esta solução de
eLearning viria a ser colocada de
parte devido aos seus custos versus
o número de colaboradores do banco.
A estratégia de eLearning do banco
ficou assim a "marinar" durante dois
a três anos.
Contudo, face
à estratégia de expansão do Barclays
no nosso país, voltou a sentir-se
essa necessidade com maior ênfase.
Como referiu Paulo Xavier, responsável
pela área de desenvolvimento de recursos
humanos no Barclays em Portugal, face
ao grande crescimento do número de
empregados e à necessidade de formar
essas pessoas, sentiu-se a necessidade
de avançar com uma forma de formação
alternativa à formação tradicional
em sala.
Convém sublinhar
que se trata de um banco, pelo que
a necessidade de formação é constante.
Existem práticas e procedimentos bastante
rigorosos nesta indústria que obrigam
a formação pelo menos anual nas mesmas
matérias. Tornava-se, portanto, necessário,
encontrar uma solução alternativa
à formação tradicional. Como sublinhou
Paulo Xavier, face ao crescimento
do número de colaboradores do banco
e ao alargamento da rede de balcões
por todo o país, tornava-se incomportável,
em termos de custos e de logística
deslocar as pessoas para acções de
formação.
A solução
No entanto, apesar
desta necessidade, o Barclays não
avançou com uma solução de eLearning
convencional. Foi-nos dito, por exemplo,
que o desenvolvimento de cursos típicos
de eLearning não respondia às necessidades
de rapidez e flexibilidade do banco.
Existem práticas e procedimentos que
têm de ser implementados em todo o
banco (e assimilados, portanto, pelos
funcionários) em prazos curtos de
uma ou duas semanas. Além disso, muitos
dos conteúdos veiculados numa determinada
altura deixam de ser válidos passado
algum tempo. Ou seja, existe um ciclo
relativamente curto de caducidade
de muitos dos conteúdos veiculados
no banco.
A opção tomada
para responder às necessidades do
banco foi "passar por cima" do desenvolvimento
de conteúdos típicos de eLearning.
O que é feito é a distribuição simples
de documentos electrónicos (apresentações
PowerPoint, Word, Excel, PDF…) aos
funcionários através da intranet da
instituição ou do sistema de correio
electrónico.
A verdadeira componente
de eLearning da estratégia do Barclays
em Portugal reside na ferramenta de
avaliação dos conhecimentos adquiridos
pelos funcionários. Em vez de partirem
do princípio que quando alguém recebe
determinada informação sobre algo
assimila essa informação, os responsáveis
do banco quiseram assegurar-se de
que isso acontece na realidade através
de uma forma de avaliação de conhecimentos
a distância.
Optou-se então
pelo Questionmark, adquirido à Sinfic
(representante do produto) em finais
de 2006, tendo entrado de imediato
em produção. Esta escolha ficou a
dever-se sobretudo às capacidades
da ferramenta. Além disso, também
pesou na decisão o facto do Questionmark
se centrar na avaliação dos conhecimentos
e não na construção dos cursos. De
referir igualmente o facto do Questionmark
permitir analisar rapidamente o grau
de sucesso de cada uma das questões
colocadas e de cada um dos colaboradores,
permitindo assim melhorar as questões
que são colocadas ao longo do tempo.
Esta estratégia
de eLearning do banco em Portugal
é exclusivamente de âmbito nacional.
Foi-nos dito que o Barclays não tem
nenhuma estratégia centralizada de
eLearning a nível internacional, pelo
que cada país faz as suas opções em
função daquilo que considera mais
conveniente para a sua realidade concreta.
Paulo Xavier preferiu apelidar esta
estratégia, não de eLearning, mas
simplesmente de divulgação de conhecimentos.
São várias as
vantagens do Questionmark que nos
foram apontadas para o caso concreto
do Barclays em Portugal. Por um lado,
evita a correcção manual de avaliações,
permitindo assim poupar recursos e
tempo, e evitar até alguns erros eventuais
de correcção. Por outro lado, permite
avaliar quase imediatamente os conhecimentos
adquiridos, as dúvidas e as dificuldades
das pessoas relativamente a informação
veiculada que precisa de ser assimilada
pelos funcionários do banco.
A rapidez e a
facilidade conseguida na divulgação
da informação e na avaliação de conhecimentos
ultrapassou mesmo as expectativas
do banco, segundo PauloXavier, pelo
que não hesitou em considerar esta
opção como um caso de sucesso, apesar
do curto espaço de tempo de utilização
do Questionmark no banco. Como tal,
já estão a ser consideradas novas
formas de aproveitamento das potencialidades
da ferramenta em termos futuros.
Por exemplo,
pretende-se construir uma base de
dados que vá acumulando o histórico
dos conhecimentos adquiridos e testados
pelos empregados ao longo do tempo.
Como o Questionmark também permite
analisar rapidamente o grau de sucesso
de cada uma das questões colocadas
e das respostas dadas por cada um
dos colaboradores, pretende-se comparar
futuramente estes dados com o os resultados
concretos de negócio, de modo a ajustar
cada vez mais a formação ao sucesso
do negócio.
De acordo com
Paulo Xavier, tem existido uma grande
receptividade a esta forma de veiculação
de informação e de avaliação de conhecimentos
tem sido bastante favorável. Evidentemente,
o banco continua a ter acções de formação
tradicionais em sala em determinados
casos, mas foi-nos referido que o
grau de satisfação é superior na formação
a distância do que na formação em
sala.
Outro aspecto
interessante desta estratégia do Barclays
em Portugal é a opção por situações
híbridas, em que se recorre à formação
a distância e à formação em sala,
servindo a primeira para divulgar
a informação, e a segunda para melhorar
a assimilação de determinadas matérias
em que tenham sido detectadas maiores
dificuldades de assimilação.
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