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E o que são competências?
São um conjunto de comportamentos
expressos por um indivíduo, e que
resultam do seu conhecimento teórico,
do seu conhecimento específico, do
seu comportamento e das suas atitudes.
Assim, para poder gerir competências
deve ser possível observá-las através
de comportamentos, avaliá-las de acordo
com padrões quantificáveis, e desenvolvê-las
através de processos de aprendizagem.
Mas para que precisamos
de gerir competências? A gestão de
competências permite às organizações
analisar de forma rápida os pontos
fortes e os pontos fracos da sua força
de trabalho, e assim podem planear
o futuro, alinhando a estratégia do
seu negócio com as competências necessárias
ao seu desenvolvimento e operacionalização,
identificando as competências existentes
e as necessárias, bem como priorizando
as áreas de desenvolvimento de competências
de maior relevo face aos objectivos
do negócio.
Os principais
benefícios destes sistemas consistem
na melhoria da motivação pessoal dos
colaboradores, na aceleração do desenvolvimento
das competências com menores investimentos,
na adequação dos colaboradores às
funções (a pessoa certa, no lugar
certo) e, consequentemente, no aumento
da satisfação dos clientes. Para que
estes sistemas sejam verdadeiramente
úteis, devem ser baseados num ciclo
de desenvolvimento contínuo das competências
dos indivíduos e das organizações.
Este ciclo é normalmente suportado
em quatro fases: definição, diagnóstico,
desenvolvimento, monitorização.
Basicamente estas
fases consistem em:
- Definição (ou
mapeamento). Identificar as competências
necessárias para garantir à empresa
uma vantagem competitiva, e os níveis
de proficiência necessários para
cada perfil funcional.
- Diagnóstico.
Identificar e analisar os níveis
de proficiência de cada colaborador
e definir os desvios face às competências
necessárias para o desempenho da
função.
- Desenvolvimento.
Planear os caminhos de aprendizagem
(planos de desenvolvimento de competências
através de eventos formativos) para
aumentar os níveis de proficiência
das competências deficitárias (diagnóstico),
face às competências relevantes
(definição).
- Monitorização.
Verificar continuamente os efeitos
produzidos pelo processo de desenvolvimento
e reiniciar o ciclo de gestão de
competências.
O número e natureza
das competências a gerir não é universal,
estando dependente do contexto e tipologia
das funções envolvidas, de acordo
com o segmento de mercado de actuação.
Genericamente, as competências podem
ser agregadas em:
- Solução de
problemas. Competências necessárias
para perceber ou resolver problemas
e identificar soluções.
- Operacionais
ou de gestão. Competências técnicas
necessárias para atingir os resultados
esperados na função (competências
teóricas e especializadas).
- Relacionais
e comportamentais. Competências
necessárias para gerir situações
relacionais e de crescimento pessoal.
No que respeita
à aplicação do modelo, e de forma
resumida, tipicamente as organizações
seguem as seguintes práticas:
- Definição.
O modelo pode ser aplicado começando
por definir um ou mais descritivos
funcionais, não sendo necessário
que o mesmo seja aplicado a toda
a organização. O ponto de partida
destes processos é em muitos casos
resultado de reestruturações organizacionais,
ou da necessidade de reorientação
da empresa face aos requisitos do
mercado ou da satisfação dos clientes.
Um bom ponto de partida é a definição
das competências das pessoas que
demonstram melhores resultados face
às expectativas.
- Diagnóstico
(avaliação). A fase de diagnóstico
é normalmente conduzida pelo superior
hierárquico directo, através da
aplicação de entrevistas, onde se
confrontam resultados de uma avaliação
directa (da chefia) com uma auto-avaliação
e, se necessário, com os resultados
da aplicação de testes de avaliação
(podem ainda ser aplicados inquéritos
ou avaliações por parte de colaboradores
que desempenham a mesma função,
etc.).
- Desenvolvimento.
Nas organizações, em geral, esta
é normalmente uma das fases mais
deficitárias, sendo aplicadas ferramentas
de desenvolvimento e metodologias
ultrapassadas, e que levam a atrasos
consideráveis na obtenção de resultados.
- Monitorização.
A aplicação desta fase é normalmente
conduzida através de momentos periódicos
de avaliação, resultando da análise
da eficiência (objectivos atingidos),
da eficácia (conhecimento adquirido)
e da satisfação (face à aprendizagem).
A utilização de
plataformas informáticas de gestão
de competências, como a plataforma
eXact Skills, permite automatizar
a realização destas actividades, com
inúmeros ganhos de produtividade.
Esquematicamente, a solução eXact
Skills, suporta os seguintes fluxos
do processo de Gestão de Competências:

(Clique
na imagem para a visualizar em tamanho
maior)
O Exact Skills
permite, entre outras, as seguintes
funcionalidades:
a) Definição
de competências
- Criação ou
importação de um catálogo de competências,
suportando o standard IMS RDCEO
(Reusable Definition of Competency
or Educational Objective) e com
HR-XML;
- Classificação
de acordo com mapas de conteúdos
(classificação através de metadados
e taxonomias);
- Agregação de
competências em actividades;
- ...
b) Definição
de descritivos funcionais
- Associação
de competências e actividades a
descritivos funcionais;
- Definição de
importância (obrigatória/opcional)
e nível de proficiência necessário
para cada competência do descritivo
funcional;
- Definição de
conjuntos de avaliações a realizar
pelo colaborador para cada competência
do seu descritivo funcional;
- Definição dos
testes e recursos formativos disponíveis
para avaliar ou desenvolver os níveis
de proficiência requeridos para
cada competência do seu descritivo
funcional;
- Mecanismos
automáticos de associação de conteúdos
a competências;
- ...
c) Diagnóstico
- Associação
de chefias (ou responsáveis pela
avaliação) e colaboradores a descritivos
funcionais;
- Realização
de avaliações de níveis de proficiência
por competência de descritivo funcional;
- Avaliações
de chefia, auto-avaliação, ou outros
testes de avaliação;
- Análise de
desvios entre os níveis de proficiência
atingidos e os níveis pretendidos/exigidos;
- ...
d) Desenvolvimento
- Disponibilização
automática de conteúdos de aprendizagem,
em ambiente eLearning;
- Possibilidade
de utilização de metodologias e
ferramentas inovadoras de suporte
à aprendizagem;
- Planos de formação
e conteúdos personalizados de acordo
com o perfil do utilizador;
- ...
e) Monitorização
- Mecanismos
de reavaliação e histórico de resultados;
- Monitorização
contínua dos resultados actuais
e dos níveis pretendidos;
- ...
f) Costumização
- Tipos de avaliações
utilizadas para medir os níveis
de proficiência;
- Pesos utilizados
para calcular a média das diversas
avaliações realizadas;
- Número e descrição
das medidas utilizadas para avaliação
dos níveis de proficiência;
- ...
g) Integração
- Possibilidade
de funcionamento integrado com o
eXact Siter (LMS - Learning Management
System) e com eXact Portfolio (ePortfolios
- porfólios electrónicos);
- ...
Pedro Geraldes,
responsável pela unidade estratégica
de negócio e-Learning da Sinfic.
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