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O contexto
Sabia que a criação
do correio público em Portugal remonta
a 1520, no reinado de D. Manuel I?
Ou que o convénio postal com Espanha
remonta a 1718? Ou que o início da
distribuição domiciliária de correspondência
na cidade de Lisboa aconteceu em 1821?
Ou que em 1853 surgiu o primeiro selo
postal português? Podíamos continuar
com outras datas importantes, mas
se tiver interesse por estes marcos
dos correios em Portugal, bastará
visitar o site www.ctt.pt.
Em termos de
missão e visão dos CTT, o site da
instituição refere o seguinte: "os
CTT - Correios de Portugal têm por
Missão o estabelecimento de ligações
físicas e electrónicas, entre os cidadãos,
a Administração Pública, as empresas
e as organizações sociais em geral.
A sua tradição postal é progressivamente
reforçada e alargada às actividades
e áreas de negócio, onde a vocação
logística e comunicacional da empresa
possa ser eficientemente colocada
ao serviço dos clientes".
"No mercado doméstico,
os CTT têm por vocação a liderança
em todas as áreas de negócio onde
estão ou venham a estar presentes.
No quadro internacional, a empresa
desenvolve uma política de parcerias
e/ou aquisições relacionadas, estabelecendo
ou intensificando a sua presença em
mercados externos relevantes, por
forma a assegurar uma crescente valorização
do capital accionista".
Quanto à visão,
é referido que "são uma poderosa plataforma
multiserviços, visando a satisfação
das necessidades dos cidadãos e dos
agentes económicos, através de uma
rede comercial e logística de elevada
qualidade, eficiência e proximidade
do cliente. São um elemento essencial
do desenvolvimento social e económico
do país, contribuindo para a melhoria
dos padrões de qualidade de vida dos
clientes e dos trabalhadores, mercê
de uma dinâmica, de uma cultura de
serviços e de um sentido de responsabilidade
social irrepreensíveis".
A necessidade
Antes da implementação
do projecto Track and Trace dos CTT,
os carteiros tinham que escrever listas
manualmente. O objectivo foi automatizar
esse processo, a fim de diminuir ou
eliminar os erros de informação e,
sobretudo, facilitar a disponibilização
de informação. Desta forma, recorre-se
a leitura óptica e a comunicações
móveis para fornecer informação sobre
o fluxo dos objectos postais a todas
as partes envolvidas - quem envia
o objecto postal, quem o recebe, quem
presta o serviço de entrega, e eventualmente
outras partes.
A disponibilidade
da informação foi assim o grande motor
deste projecto. Na realidade, é uma
forma dos CTT concorrerem com os outros
intervenientes do mercado que prestam
serviços idênticos. A solução é utilizada
por uma gama de produtos bastante
alargada, incluindo o correio registado
e o correio expresso, pelo que a informação
sobre o percurso dos objectos postais
é muito importante.
A solução
O projecto de
Track and Trace dos CTT teve início
em 2001 e tem como objectivo o registo
da passagem de um objecto postal por
um determinado local. Por objecto,
entenda-se uma encomenda ou carta.
Recorde-se, no entanto, que este projecto
é de âmbito nacional.
O objectivo desta
solução destina-se sobretudo ao tráfego
nacional dos objectos postais. Para
o tráfego internacional, são necessários
acordos com as entidades dos outros
países, que precisam de complementar
a informação sobre o fluxo dos objectos
fora de Portugal.
O distribuidor
regista as entregas dos objectos postais
à medida que os vai entregando ao
destinatário. Para isso, lê automaticamente
o código de barras do objecto postal
e regista o nome do receptor. Esta
informação é enviada imediatamente
via comunicações móveis (GSP ou GPRS)
para bases de dados e fica disponível
de imediato no site. Desta forma,
o cliente expedidor, ou qualquer parte
interessada no objecto postal, pode
saber de imediato se o objecto foi
entregue.
Os equipamentos
fornecidos pela Sinfic podem ser utilizados
dentro das instalações dos CTT ou
no exterior, apesar da forma de comunicação
utilizada ser diferente. Dentro das
instalações dos CTT são utilizadas
redes locais sem fios. No exterior
são utilizadas as comunicações móveis
correntes (GSM e GPRS). Os equipamentos
utilizados internamente e externamente
são exactamente os mesmos - só muda
a placa de comunicação.
Actualmente, de
acordo com Anabela Marino, os CTT
podem concorrer em termos de tecnologia
com qualquer outro operador privado
que actue nesta mesma área de mercado.
A empresa aposta na liderança tecnológica
para o fornecimento de um serviço
cada vez melhor, continuando a disponibilizar
informação sobre os objectos postais
de forma imediata e atempada para
as partes envolvidas.
Já referimos atrás
a vantagem da disponibilização da
informação para os expedidores/clientes,
que pretendem saber de imediato se
o objecto postal que enviaram já foi
entregue ou não. No entanto, a informação
sobre o fluxo dos objectos tem ainda
um papel extremamente relevante no
controlo do cumprimento da qualidade
de serviço, sobretudo se pensarmos
que se trata de uma cadeia que envolve
várias intervenientes e, consequentemente,
a necessidade de múltiplos pontos
de controlo dos objectos ao longo
do seu fluxo.
A parceria
com a Sinfic
A Sinfic só entrou
no projecto Track and Trace dos CTT
em 2004. A razão para esta entrada
teve a ver com o facto dos equipamentos
utilizados até então pelos CTT já
estarem ultrapassados, tanto em termos
de funcionalidades, como de capacidades,
ou mesmo de sistema operativo. Com
os equipamentos fornecidos pela Sinfic
conseguiu-se um salto significativo
em termos tecnológicos.
A escolha dos
equipamentos fornecidos pela Sinfic
teve a ver muito com as características
dos equipamentos. Como referiu Anabela
Marino, estes equipamentos têm que
ser robustos (resistente a quedas),
com dimensões que tornem a sua utilização
confortável para os operadores e que
não sejam demasiado complexos em termos
de utilização. A não existência de
antena externa também pesou na decisão.
Para esta selecção
privilegiou-se a opinião dos operacionais
do terreno, que efectuaram testes
reais com os equipamentos. De uma
forma resumida, a decisão ficou a
dever-se a um conjunto de factores,
como o peso, a ergonomia, a robustez,
a facilidade de utilização e o preço.
Anabela Marino
terminou com uma mensagem clara: "para
qualquer empresa que se dedique ao
negócio de logística, armazéns, ou
distribuição, estas tecnologias têm
uma mais valia significativa".
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