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A gestão de desempenho
possibilita às organizações o aumento
da produtividade da força de trabalho
e a redução de custos, pela apresentação
de uma abordagem integrada para o
desenvolvimento e gestão de talento
crítico.
- Aumento da
produtividade da força de trabalho
- aumenta o desenvolvimento dos
colaboradores e a concretização
de objectivos;
- Desempenho
melhorado da força de trabalho -
define claramente os objectivos
e apresenta actividades de aprendizagem
dirigidas a necessidades específicas;
- Redução de
custos - melhora a prontidão e o
alinhamento da organização, e reduz
os custos administrativos.
A implementação
de boas práticas para o desenvolvimento
de processos e a implementação de
tecnologia que permita modificar o
modo como as organizações gerem os
seus colaboradores, é um factor crítico
para o sucesso dos negócios.
Desenhar
um roadmap
O sucesso de qualquer
estratégia de gestão de desempenho
é determinado pelo bem ou mau desenho
do roadmap. Perceber a situação futura
da organização, a sua situação actual,
e ter como linhas condutoras alguns
princípios fundamentais de um roadmap,
são factores que providenciam à organização
a base essencial para a construção
e desenvolvimento de uma gestão de
desempenhos eficaz por toda a organização.
Passo 1 -
Perceber o estado futuro da organização
O primeiro passo
na implementação da gestão de desempenho
numa organização passa por determinar
onde é que se quer chegar, onde é
que se pretende levar uma organização.
Ou seja, "qual o destino que pretendemos
dar à nossa organização?". "Estaremos
apenas a tentar automatizar o processo
de avaliação de desempenho?" Ou estaremos
realmente a procurar valorizar a organização
pelo desenvolvimento de uma força
de trabalho com mais altos índices
de desempenho e alinhada com os objectivos
e metas corporativos.
No entanto, independentemente
do modo como possa estar a olhar para
o futuro de uma organização, terá
que ter respostas para perguntas fundamentais
acerca desse mesmo futuro, tanto em
termos de resultados, como de operações.
Resultados nos
negócios:
- Quais são as
capacidades desejadas para o nosso
negócio?
- Quais são os
resultados alvo do nosso negócio?
- Qual é a percepção
dos nossos colaboradores e gestores,
e o que é necessário mudar?
Resultados nas
operações:
- Quais as responsabilidades
operacionais?
- Quais os processos
de negócio desejados?
- Quais são as
ferramentas e tecnologias que estão
neste momento em uso, e quais as
desejadas?
Perceber qual
o estado futuro que se pretende para
a empresa, é um factor diferenciador
entre um projecto de gestão de desempenho
e uma estratégia de gestão de desempenho.
A resposta a estas questões será o
primeiro passo para ultrapassar o
mero processo de automatização para
conduzir a introdução de valor por
toda a organização.
As organizações
de recursos humanos de mais sucesso
são aquelas que não procuram a resposta
a estas questões por elas próprias,
mas sim as que procuram envolver toda
a organização na definição do seu
destino e dos seus objectivos de negócio.
Este destino deverá reflectir os desafios
e as oportunidades de toda a organização
na gestão da sua força de trabalho.
Passo 2
- Avaliar o estado actual da organização
Uma vez conhecido
onde se quer chegar, é essencial o
levantamento da situação actual e
da história da organização, através
da resposta às seguintes questões:
- Onde e como
é que o processo mudou recentemente?
- Qual será o
impacto do processo de gestão de
desempenho?
- Qual a percepção
actual de gestores e colaboradores?
- Em que é que
a organização está bem hoje em dia,
e em que é que pode melhorar?
- A organização
faz a integração da gestão de desempenho
com outros processos (por exemplo,
formação, recrutamento, etc.)?
De seguida, as
organizações devem fazer um inventário
dos processos e das ferramentas actualmente
existentes:
- Que processos
e formulários existem actualmente?
- Quais as ferramentas
em utilização actualmente?
- Quais os modelos
de competências (se é que existe
algum) em utilização actualmente?
- As organizações
de suporte estão preparadas para
a mudança?
Muitas organizações
têm já disponíveis elementos que poderão
usar na sua nova estratégia de gestão
do desempenho, assim como áreas em
que poderão melhorar. Deste modo,
é importante perceber qual a situação
actual da organização para se poder
fazer o levantamento daquilo que já
se faz bem e das mudanças necessárias.
É também neste
ponto que surge o mapa da estratégia
da organização para a gestão do capital
humano. O roadmap para a gestão de
desempenho deve ser definido tendo
bem presente a estratégia para o capital
humano definida para a organização
em geral.
Se não existir
esta estratégia, é essencial que a
organização desenvolva uma. Este desenho
ajudará a fazer o alinhamento entre
as estratégias e soluções de gestão
de desempenho que podem ser postas
em prática e as metas globais da organização,
para atingir resultados específicos
a nível operacional e financeiro.
Passo 3
- Seguir princípios de roadmaps comprovados
Estão listados
abaixo alguns princípios chave que
já demonstraram ser um caminho para
o sucesso na gestão de desempenho,
e que as organizações deverão considerar
na construção dos seus próprios roadmaps.
- Orientação
ao negócio. Os roadmaps de gestão
de desempenho devem reflectir as
necessidades do negócio. Este é
um elemento essencial para o fundamento
do projecto. As organizações de
maior sucesso são as que fazem um
bom desenho do seu estado futuro
no que toca à gestão de desempenho,
em comparação com a sua situação
actual. Depois desta comparação,
é feita uma abordagem prática e
prudente para caminhar no sentido
do destino traçado, sem que ocorram
grandes interferências a nível operacional
do negócio, e evitando assim a imposição
de muitas mudanças demasiado cedo.
- Os resultados
como base. É importante que as organizações
definam uma gestão de desempenho
de sucesso, através do enfoque nos
resultados gerais de negócio e no
cálculo do ROI (retorno do investimento).
Os roadmaps devem ser baseados nos
resultados do negócio e não apenas
nos resultados dos recursos humanos.
Os roadmaps de sucesso definem os
resultados a atingir de um modo
claro, mensurável e de uma forma
facilmente compreendido em termos
de negócio.
- Abordagem a
longo prazo. A gestão de desempenho
tem um grande impacto na cultura
da organização e na motivação dos
colaboradores. Por isso, as organizações
devem procurar fazer uma abordagem
a longo prazo, e introduzir mudanças
metodológicas, em vez de tentarem
ter tudo concluído em apenas um
ano. Este aspecto pode ser ainda
mais crítico se a organização se
encontrar actualmente num estado
inconsistente (por exemplo, se as
avaliações de desempenho e o estabelecimento
de metas forem estabelecidos de
forma diferente ao longo de toda
a organização). Regra geral, são
necessários vários anos para que
se consiga um alinhamento organizacional.
- Valor antecipado.
Outra característica dos roadmaps
de sucesso é o facto de estes retornarem
valor ao negócio num curto período
de tempo. Este aspecto permite às
organizações apresentar ao mercado
os seus resultados positivos, ganhar
credibilidade, e abrir caminho para
outros desenvolvimentos em toda
a organização.
- Pontos fortes.
É importante que os roadmaps de
gestão de desempenho tenham em conta
os pontos fortes da organização,
para posteriormente reforçar esses
pontos ao longo dos processos que
desenvolve. As organizações que,
por exemplo, executam bem o alinhamento
de metas ou a gestão de competências,
devem garantir que estes pontos
são considerados e incorporados
na estratégia de gestão de desempenho.
Simultaneamente, as organizações
devem procurar perceber os seus
pontos fracos e identificar as áreas
em que precisam de melhorias. A
consideração destes aspectos ajudará
as organizações a ter um bom ponto
de partida.
Passo 4 -
Planear o projecto
Grande parte do
que foi abordado até este ponto está
enquadrado nas primeiras fases da
gestão do projecto: Estratégia e Processos.
Outras fases incluem o Design Operacional,
Tecnologia e Implementação, como é
apresentado de seguida.
Estratégia e processos
- Desenhar a
situação futura da organização;
- Avaliar a situação
actual da organização;
- Desenhar o
roadmap;
- Construir um
gráfico para esquematização das
conclusões alcançadas.
Design operacional
- Definição detalhada
de processos;
- Desenho de
formulários;
- Desenho de
conteúdos;
- Definição de
papéis e responsabilidades.
Tecnologia
- Definição de
requisitos para RFP (Request for
Proposals);
- Revisão de
produtos;
- Selecção de
um fornecedor;
- Tecnologia
obsoleta.
Implementação
- Configuração;
- Teste;
- Formação;
- Comunicação.
A maioria das
organizações de sucesso não só começam
o seu projecto na fase de estratégia
e processos, como investem a maior
parte do seu esforço exactamente nessa
fase. As organizações de menos sucesso
têm tendência para "saltar" directamente
para a fase de design operacional,
investindo 50 a 75 por cento do seu
esforço nessa fase, e sem investir
esforço suficiente na primeira fase.
Os projectos de
gestão de desempenho são tipicamente
menos orientados pela tecnologia do
que no caso de outros projectos de
recursos humanos. Por exemplo, o recrutamento,
a gestão da aprendizagem, e o planeamento
de sucessões. De qualquer forma, a
tecnologia continua a ser um agente
facilitador do sucesso em projectos
de gestão de desempenho em toda a
organização. O passo seguinte indica
a percentagem de tempo que uma organização
deverá dedicar às fases de planeamento,
com base numa iniciativa típica de
gestão de desempenho.
Passo 5 -
Enfoque nos 40:20:40
À medida que se
vai planeando um projecto e alocando
recursos, deve-se procurar garantir
que a gestão da mudança e a definição
de processos representam as duas principais
componentes da iniciativa de gestão
de desempenho, seguidas da implementação
efectiva da tecnologia. As empresas
com mais experiência no desenvolvimento
deste tipo de projectos recomendam
que seja distribuído o esforço da
seguinte forma:
- 40 por cento
no desenho de processos de negócio
e de conteúdos;
- 20 por cento
na implementação de tecnologia;
- 40 por cento
na gestão da mudança: formação e
comunicação.
Em alguns casos,
o esforço implicado na gestão da mudança
pode (e deve) ser ainda superior ao
indicado, uma vez que a gestão de
desempenho depende frequentemente
da receptividade dos gestores e colaboradores
perante os novos processos e tecnologia.
Uma premissa básica deverá ser: quanto
mais mudanças ocorrem, maior a necessidade
de formação e de comunicação constante.
As organizações
devem procurar construir uma "rede
de gestão da mudança", envolvendo
diversos grupos - formação, universidades
corporativas, comunicações entre colaboradores,
tecnologias de informação, entre outros
- que possam apoiar na gestão da mudança
através de toda a organização.
Comunicar regularmente
a estratégia definida para a gestão
de desempenho vai garantir que, à
medida que o projecto se vai desenvolvendo
a longo prazo, tanto os gestores,
como colaboradores vão perceber de
que modo as mudanças específicas nos
processos e na tecnologia vão de encontro
à iniciativa principal. Neste processo,
também é essencial a formação contínua
e consistente.
Finalmente, as
organizações devem aproveitar esta
oportunidade para promoverem a sua
marca e venderem, tanto a iniciativa
de gestão de desempenho, como os seus
resultados. Esta acção ajudará os
colaboradores e os gestores a perceber
o valor de negócio da iniciativa,
e a assumirem a responsabilidade pelo
sucesso organizacional.
Passo 6 -
Evitar as falhas comuns
Falha 1. Criar
desconforto nos gestores. Muito frequentemente,
as organizações assumem que a implementação
de um sistema de gestão de desempenho
trará de imediato um aumento na eficiência
da gestão da organização, para depois
se aperceberem que não é bem assim.
Na verdade, muitos gestores encontram
mais dificuldades em lidar com um
novo processo automatizado, do que
com o processo anterior - não devido
ao sistema em si, mas devido à forma
como foi implementado. Os gestores
habituados a preencher manualmente
formulários de avaliação de desempenho
desenvolvidos em MS Word, terão inicialmente
mais dificuldade e poderão até considerar
menos eficiente o trabalho com um
sistema de gestão de desempenho, onde
lidam com regras de negócio automatizadas,
controlos, e campos específicos desse
sistema.
Falha 2. Demasiadas
mudanças, demasiado cedo. As organizações
que tentam transformar processos de
gestão de desempenho em simultâneo
com a implementação de novas tecnologias,
correm o risco de estar a introduzir
demasiadas modificações num curto
período de tempo. Quando ocorrem estas
situações, os utilizadores finais
acabam por ter uma experiência frustrante
e por criar aversão ao novo sistema.
Frequentemente, nestes casos o problema
não se prende tanto com o sistema
em si, mas mais com o processo de
introdução do novo sistema. Nestas
situações (em que não se diferencia
mudança de processos da mudança de
tecnologia) também é complicado para
as direcções de recursos humanos perceber
se o feedback negativo que recebem
se relaciona com problemas nos processos,
problemas nos sistemas, ou uma lacuna
de formação.
Falha 3. Avaliar
a complexidade. As organização são
várias vezes tentadas a implementar
todos os "extras" da nova tecnologia
que adquiriram, tornando a nova solução
mais complexa do que o realmente necessário.
É importante saber seleccionar as
funcionalidades sem se deixar "enamorar"
por todos os itens disponíveis.
Falha 4. Gestão
da mudança ineficiente. Outra falha
frequente é a falta de comunicação
e de formação sobre o novo projecto
de gestão de desempenho. Isto conduz
a desentendimentos e muitas questões
por parte dos utilizadores finais
sobre os objectivos e estratégias
do projecto e, por isso, a uma implementação
com pouco sucesso.
Passo 7 -
Perspectivar a "big picture"
Estabelecer e
definir objectivos é um dos drivers
das iniciativas de gestão de desempenho
e o que de facto está na cabeça de
muitos líderes de negócios. É neste
ponto que são filtrados os objectivos
corporativos através de todos níveis
da organização, até chegar aos objectivos
individuais de cada colaborador, e
feito o respectivo alinhamento com
os objectivos de negócio.
Passo 8 -
Alinhar de um modo reflectido
O alinhamento
organizacional ajuda os colaboradores
de uma organização a perceber como
é que os seus esforços individuais
e as suas responsabilidades diárias
contribuem para o sucesso global da
organização. Não só colmata esta lacuna
entre a estratégia corporativa e o
estabelecimento de objectivos individuais,
como representa uma grande oportunidade
para motivar a força de trabalho e
dar suporte ao desenvolvimento com
sucesso da gestão de desempenho.
Dicas para o alinhamento:
a) Perceber a
diferença entre enfoque na organização
e enfoque nas pessoas. É mais complicado
especificar objectivos pelo estabelecimento
de ligações entre pessoas, em particular
em grandes organizações, devido à
grande mobilidade de pessoal que caracteriza
a componente humana das organizações.
Deste modo, é mais sensato alinhar
cada colaborador com os objectivos
de negócio da sua unidade ou departamento,
que é alvo de menos mudanças e também
mais facilmente medido.
b) Manter uma
linguagem simples. Desconstruir objectivos,
de forma a que os colaboradores e
os gestores consigam perceber quais
os seus objectivos individuais que
contribuem para o sucesso global.
É importante que seja comunicado de
um modo claro o que está a ser medido
e como.
c) Saber até onde
detalhar. Na maioria das organizações,
os colaboradores de nível alto e intermédio
conhecem bem os seus objectivos, enquanto
que os colaboradores de um nível mais
operacional precisam de mais detalhe
sobre como é que os seus esforços
dão resposta à estratégia de negócio.
d) Torná-lo presente
e concretizável. Um alinhamento de
sucesso requer colaboradores envolvidos
nas actividades da organização e motivados.
Devem ser definidos valores atingíveis
e significativos, e depois comunicar
a avaliação do desempenho de um determinado
departamento, reconhecendo tanto os
resultados positivos, como as áreas
em que são necessárias melhorias.
O crescimento
em direcção ao alinhamento
Tipicamente, as
organizações crescem em direcção ao
alinhamento atravessando três fases
distintas:
- Perspectiva
interna e alertas. Solução: visibilidade
online para objectivos dos gestores
e dos colaboradores. Resultados:
transições do enfoque do desempenho
de uma visão histórica para uma
visão predicativa e de planeamento.
ROI: mudança cultural para orientação
aos resultados.
- Alinhamento
organizacional. Solução: objectivos
dos colaboradores e dos gestores
alinhados com os objectivos especificados
para a organização. Resultados:
percepção mais clara de como os
objectivos potenciam um maior envolvimento
dos colaboradores. ROI: os objectivos
de negócio são operacionalizados
mais rapidamente.
- Gestão de objectivos.
Solução: objectivos qualitativos
e quantitativos dos colaboradores
e da organização suportados em tempo
real por sistemas tecnológicos.
Resultados: processo de alinhamento
contínuo e iterativo; a gestão de
desempenho torna-se uma actividade
diária. ROI: realização da estratégia
de negócio melhorada.
Passo 9 -
Compreender os segmentos de colaboradores
De forma a alinhar
a força de trabalho do modo mais relevante
para a organização, é importante perceber
os diferentes segmentos de colaboradores
na organização, assim como os seus
níveis de alinhamento: perspectiva
interna da organização e sensibilidade
versus alinhamento organizacional
versus gestão de objectivos.
Os segmentos de
colaboradores que se encontram mais
próximos dos clientes (ou seja, vendas
e suporte), incluindo a gestão de
topo, têm tendência a colocar o enfoque
em objectivos mais quantitativos,
e podem até ter metas quantitativas
construídas no seu plano de desempenho.
Os segmentos
de colaboradores que estão mais afastados
do contacto exterior da organização,
têm tendência para colocar o enfoque
mais no alinhamento organizacional
e de objectivos.
As organizações
de maior sucesso são as que colocam
o enfoque no modo de integração da
gestão de desempenho com outras iniciativas
de gestão do capital humano, e como
as facilitam. À medida que se avança
na implementação da gestão de desempenho,
deve ter-se presente o valor da informação
sobre desempenho e como é que essa
informação pode ser usada para obter
resultados que vão muito além da gestão
de desempenho.
Passo 10
- Potenciar a informação através de
outras iniciativas de gestão do capital
humano
Apesar de nas
fases iniciais do projecto ser pouco
provável ocorrer a implementação de
processos integrados e sofisticados,
é essencial considerar este facto
como uma parte de uma estratégia a
longo prazo para a gestão de desempenho.
Ao detalhar e aprofundar os processos
de gestão de desempenho, as organizações
acabam por adquirir um conjunto valioso
de informação sobre os funcionários,
índices de desempenho passados, registo
de comportamentos de liderança, competências,
capacidades, certificações e até manifestações
de interesse de carreira profissional.
Toda esta informação
torna-se ainda mais valiosa quando
associada a outros processos de gestão
do capital humano, para o desenvolver
de facto, em vez de registar apenas
o seu desenvolvimento. As organizações
devem considerar logo à partida o
valor da integração da gestão de desempenho
com a aprendizagem. Ao integrarem
a informação de desempenhos com os
sistemas de gestão da aprendizagem,
poder-se-á, por exemplo, fazer automaticamente
a prescrição de um curso formativo
alinhado com o perfil do colaborador.
Ou talvez, identificar o potencial
para desempenhos mais elevados, com
base nas competências dos colaboradores,
e acelerar o seu desenvolvimento para
chegar a uma posição de liderança.
Todas as funções
de gestão de desempenho - estabelecimento
de objectivos, identificação de forças
e fraquezas, avaliações de desempenho
- devem ter agregada uma função de
aprendizagem, de forma a que sejam
desenvolvidas acções em prol do desenvolvimento
do colaborador para o sucesso. Outras
oportunidades de integração que constituem
uma chave para o sucesso a longo prazo
da gestão de desempenho incluem o
planeamento de sucessões e a mobilização
de recursos, potenciando ambos a gestão
significativa de informação de desempenhos.
A tecnologia permanece
como o facilitador chave, uma vez
que a integração dos sistemas pode
ajudar a automatizar muitos dos processos
mais complexos de gestão do capital
humano. Por exemplo, um gestor não
tem necessariamente que saber como
construir um plano de desenvolvimento
para um colaborador ao completar a
sua avaliação de desempenho, uma vez
que o sistema pode fazê-lo automaticamente.
Enquanto a maioria
dos sistemas ERP oferecem soluções
de gestão de desempenho, as soluções
"best of breed" são mais versáteis
e são construídas para integrar outros
sistemas, permitindo à organização
a rápida implementação dos seus processos
de gestão de desempenho.
Sofia Mendes,
consultora na unidade estratégica
de negócio e-Learning da Sinfic. Baseado
num texto com o título "10 Steps to
Getting Started with Performance Management".
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