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A infra-estrutura
do presente é uma complexa relação
de cumplicidade com todos os sistemas
de comunicações e de dados, hoje presentes
e indispensáveis ao sucesso do negócio.
Uma simples falha nesta engrenagem,
mesmo que por tempo limitado, pode
ter repercussões bastantes negativas.
Para que uma organização
consiga desenvolver e operar as novas
tecnologias é necessário um batalhão
de especialistas e um controlo absoluto
dos processos e do orçamento. Uma
gestão competente é importante para
garantir que os investimentos atinjam
o ROI (retorno do investimento) previsto,
os níveis de confiança e a disponibilidade
das informações.
Pelos aspectos
já mencionados, é importante que a
infra-estrutura seja vista como um
investimento e não como um custo para
a organização. Só assim se pode tirar
o máximo partido de todas as funcionalidades
que estão ao dispor, rentabilizando
o investimento e obtendo vantagem
competitiva. Embora seja necessário
investir em equipamentos e serviços,
um dos aspectos que não pode ser negligenciado
é a gestão da infra-estrutura.
A gestão de infra-estruturas
é hoje em dia uma tarefa cada vez
mais exigente, não só pelo facto da
tecnologia estar em constante evolução,
como também porque as exigências de
disponibilidade e de capacidade dos
serviços por parte dos utilizadores
são cada vez maiores. É aqui que o
gestor de infra-estruturas desempenha
um papel fundamental, pois é a ele
que compete analisar a situação actual,
alinhar os serviços de TI (tecnologias
da informação) com as necessidades
actuais e futuras da organização e
respectivos clientes, reduzindo a
longo prazo o custo inerente aos serviços
disponibilizados.
Os grandes desafios
lançados aos gestores de TI são a
coordenação e o trabalho em equipa
ou em parceria, de modo a criar novas
oportunidades, sem esquecer que um
dos objectivos é a redução do TCO
(Custo Total de Propriedade). O método
para se alcançar este objectivo é
reduzir os custos gerais de gestão
e de suporte, desenvolvendo novos
modelos de negócio que permitam manter
ou melhorar a qualidade dos serviços
disponibilizados.
Se falamos de
disponibilização de serviços, podendo
estes ser tão diversificados quanto
possível, tem obrigatoriamente de
existir uma gestão de serviços. Esta
gestão de serviços é constituída por
processos intimamente ligados e altamente
integrados, sendo que para atingir
os seus objectivos principais estes
processos devem utilizar as pessoas
e os produtos de forma eficiente e
económica.
Desde 1989, altura
em que se publicaram os primeiros
elementos da ITIL (biblioteca de infra-estruturas
de TI) pela CCTA (Central Computer
and Telecommunications Agency) - actualmente
OGC (Office of Government Commerce)
- as melhores práticas de gestão de
serviços de TI evoluíram bastante.
Actualmente, as
melhores práticas disponíveis abrangem
as orientações de integração do OGC
e da BSI (British Standards Institution).
A sua utilização é suportada por uma
estrutura de formação e qualificação
adoptada a nível mundial, de forma
a reconhecer a competência profissional
na gestão de serviços de TI.
Quando se implementa
a gestão de serviços numa organização
não se deve ser demasiado ambicioso.
As organizações já devem ter elementos
estabelecidos e em funcionamento,
de modo que a implementação da gestão
de serviços não seja mais do que uma
melhoria desses processos.

Modelo
de melhoria de processos.
Os processos de
gestão de serviços podem ser implementados
consecutivamente ou em simultâneo
e cada um dos processos pode ser dividido
em actividades. A melhoria dos processos
na sua globalidade é uma actividade
iterativa e que normalmente é composta
pelas seguintes etapas:
- Definição da
melhoria dos processo;
- Comunicação;
- Planeamento;
- Implementação;
- Revisão e auditoria.
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