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A Questionmark
envolveu recursos para o desenvolvimento
da versão prévia do documento, facilitando
a realização de reuniões de equipa
e produção da versão final. O documento
produzido está classificado com a
versão 1.0, indicando que esta framework
irá continuar a ter desenvolvimento,
no sentido de analisar a forma como
os actores envolvidos na área da educação
poderão aplicar conceitos, princípios,
e identificar formas de melhoria e
expansão desta matéria.
O objectivo deste
documento é o de estabelecer uma framework
de avaliação para a comunidade académica
e contextualizar essa framework com
o conceito de aprendizagem dessa mesma
comunidade. Uma das premissas deste
texto tem a ver com a noção de que
a avaliação da aprendizagem do aluno
pode gerar informação relevante para
dar suporte aos esforços contínuos
de melhoria necessários à documentação
da medição da eficácia.
Esta eficácia
institucional pode ser medida em termos
de áreas - tais como diplomados, taxas
de retenção, colocação no mercado,
número e eficácia dos serviços ao
estudante, estrutura administrativa
e de gestão, infra-estrutura física.
Embora a medição nestas áreas seja
crítica, não é intencionalmente o
foco desta análise. Por outro lado,
este documento foca a sua análise
na medição da aprendizagem e desenvolvimento
do aluno, tanto na vertente do ensino
presencial, como através de salas
de aula virtuais.
Os estudantes
recorrem aos estabelecimentos de ensino
superior motivados por várias razões
- para se licenciarem, adquirirem
um certificado (aprendizagem formal),
obterem créditos (por exemplo, ECTS
- European Credit Transfer and Accumulation
System), desenvolver competências
específicas através da realização
de um ou dois cursos. No entanto,
o cerne da sua motivação prende-se
com o desejo de melhorarem o seu nível
de competências, de conhecimento,
e mudar atitudes. As competências,
conhecimento e atitudes podem ser
alterados de acordo com programa educativo
(instrucional), na formação tradicional
(presencial) e comunidades virtuais,
ou ainda através de actividades extracurriculares
(aprendizagem não formal).
Independentemente
do ambiente de aprendizagem, a medição
da eficácia será sempre uma forma
de a instituição aferir se os estudantes
estão a atingir, ou não, os seus objectivos
de aprendizagem propostos. Se a aprendizagem
pode ser documentada ao nível do estudante,
então também será possível agregar
informação à avaliação de forma a
fornecer informações no curso, programa,
área científica, e níveis institucionais.
Desta forma, a informação recolhida
na avaliação ao nível do estudante
pode ser usada para promover esforços
contínuos de melhoria, que com o passar
do tempo irão servir de suporte à
documentação da eficácia institucional.
Em alguns contextos
de ensino superior, onde a população
de estudantes está em constante alteração,
a informação da avaliação não será
considerada tão útil ao nível do estudante,
quanto será ao nível de agregação
da informação. Nestes cenários, a
informação agregada pode ser usada
em benefício do desenvolvimento de
oportunidades do currículo e faculdades,
importantes para iniciativas de melhoria
contínua.
Além dos dados
da avaliação fornecerem informação
relevante aos docentes e administração,
os estudantes também beneficiam desta
situação, de forma directa ou indirecta,
através dos resultados da avaliação.
Com o uso apropriado das avaliações,
os estudantes recebem feedback sobre
o seu progresso, ajudando-os a serem
responsáveis e a compreenderem as
etapas críticas do seu plano educacional.
Os estudantes são igualmente beneficiários
dos esforços contínuos de melhoria,
baseada na análise sistemática dos
dados de avaliação em termos da universidade,
programa e qualidade do curso.
Em termos de
suporte da medição da aprendizagem
do estudante, a framework de avaliação
irá proporcionar um vocabulário específico
da avaliação, processos de implementação
e métodos de geração da informação
e relatórios. A framework não tem
intenção de prescrever uma metodologia
de medição da aprendizagem do aluno.
Em vez disso, deverá ser vista como
um conjunto de blocos de construção
e boas práticas que podem ser assemblados,
modificados, ou adaptados em função
das especificidades da instituição,
em termos da abordagem que esta faz
da aprendizagem, do sistema de ensino
e de avaliação.
Da mesma forma,
o vocabulário utilizado tem como objectivo
disponibilizar uma terminologia de
base. Os sistemas educativos devem
usar as definições de forma a estabelecerem
uma base de entendimento comum entre
as partes interessadas, de modo a
que, se necessário, se possam desenvolver
outras definições a partir dessas.
O objectivo da framework de avaliação
é fornecer uma base de termos, processos,
e procedimentos, de modo a que todas
as partes interessadas envolvidas
com o desenvolvimento ou manipulação
de resultados da avaliação possam
operar a partir de uma base de compreensão
comum.
Porquê criar
uma framework de avaliação para a
comunidade académica?
As comunidades
académicas são cada vez mais solicitadas
a documentar a eficácia institucional
de acordo com os dados de avaliação.
Os organismos de certificação académica
respondem a uma variedade de requisitos
de avaliação, mas a indicação que
se segue, extraída da Southern Association
of Colleges and Schools' Principles
of Accreditation: Foundations for
Quality Enhancement (secção 3.3) reforça
a ideia da importância de documentar
a eficácia de programas educativos
através de dados da avaliação.
"A instituição
identifica os resultados expectáveis
de acordo com os seus programas educacionais
e os seus serviços de suporte educacionais
e administrativos; avalia se esses
resultados são atingidos; fornece
evidências de melhoria baseadas em
análises desses resultados."
Sendo clara a
necessidade de uma avaliação, existe,
no entanto, uma clara lacuna entre
os objectivos que se pretendem atingir
e a forma de o conseguir. Esta lacuna
impede que os meios académicos possam
planear uma framework eficaz de avaliação
que traduza uma leitura relevante
sobre os dados dos estudantes, cursos,
programas, e níveis académicos.
A extensão e
a profundidade desta lacuna varia
em função da instituição académica.
No entanto, a framework de avaliação
pretende anular essa lacuna de informação
da avaliação, começando por definir
um vocabulário de avaliação, esboçando
uma metodologia prática de implementação
da avaliação e estabelecendo uma metodologia
de como fazer uso dos dados da avaliação
de forma integrada num campus académico.
Mas antes de
se falar sobre avaliação, e ainda
menos numa framework de avaliação
para a comunidade académica, precisamos
de definir o contexto do papel da
avaliação. A avaliação pode ser pensada
como um "jogo de ferramentas", um
conjunto de dispositivos e instrumentos
fantásticos, cada um afinado e calibrado
no sentido de resolver um problema
específico. Este conjunto de ferramentas
pode ser impressionante, mas sem a
percepção de como deve ser aplicado,
não será possível tirar partido do
seu potencial. Além disso, este conjunto
de ferramentas, se não for aplicado
num determinado contexto e com objectivos
definidos, não será de grande ajuda.
Deve ser contextualizado de acordo
com o conceito alargado dos resultados
de aprendizagem de uma organização
académica, antes de pode ser aplicado
com sucesso.
À primeira vista,
a resposta à questão do contexto pode
parecer simples. O contexto é a educação,
e as avaliações ao nível académico
são aplicadas em função de determinadas
variáveis - para assegurar que os
estudantes estejam prontos para a
faculdade ou para o seu próximo curso;
para certificar os estudantes para
uma profissão ou tipo de negócio;
para assegurar que cursos, programas
e departamentos atingem os objectivos
a que se propõem; e para assegurar
que a instituição forneçe um ambiente
de aprendizagem de nível elevado.
Mas ainda que o uso das avaliações
seja válido, o contexto educacional
em que são aplicadas está em mudança
e os processos de admissão e certificação,
assim como os modelos acreditação,
precisam igualmente de evoluir.
Terry O'Banion
refere-se, numa monografia intitulada
Launching a Learning-Centered College,
à "revolução da aprendizagem". Escrita
na última década do século XX, é colocado
o enfoque na forma como as comunidades
académicas redefiniram a missão e
os valores do processo da aprendizagem
e transformaram as suas estruturas
institucionais no sentido de organizações
orientadas para "learning-centered".
A aprendizagem
é o foco do processo educacional.
Centra-se no estudante, no que ele
necessita atingir e no que atingiu.
O estudante é o centro da acção e
toda a acção decorre para realinhar
todos os suportes do sistema académico
- ensino, pesquisa e serviços de apoio
- em torno do objectivo de ajudar
os estudantes a atingirem resultados
de aprendizagem satisfatórios. O'Banion
apelidou esta revolução académica
de "Aprendizagem Académica" (Learning
College) e desenvolveu seis princípios
de orientação em seu torno:
- A aprendizagem
académica gera mudanças substanciais
em alunos de forma singular.
- A aprendizagem
académica envolve os alunos no processo
de ensino/aprendizagem, como parceiros
que assumem responsabilidade preliminar
pelas suas opções.
- A aprendizagem
académica cria e disponibiliza tantas
opções para aprender quanto as possíveis.
- A aprendizagem
académica assiste os alunos na criação
e participação em actividades de
aprendizagem colaborativa.
- A aprendizagem
académica define os papéis de facilitadores
da aprendizagem em resposta às necessidades
dos alunos.
- A aprendizagem
académica e os seus mecanismos facilitadores
só serão bem sucedidos quando a
aprendizagem melhorada e difundida
para os alunos puder ser documentada.
O texto sugere
oportunidades de avaliação que podem
dar suporte a cada um dos seis princípios
de avaliação propostos por O'Banion,
que são considerados princípios chave.
Além disso, podem ser aplicados diferentes
tipos de avaliação para fornecer evidências
de progresso. Os seis princípios são
a chave, e os diferentes tipos das
avaliações podem ser usados para fornecer
evidências do cumprimento e progresso.
O documento, que pode ser consultado
na íntegra, apresenta um quadro que
apresenta os seis princípios e os
tipos de avaliação passíveis de aplicação
em cada um deles.
Todos os tipos
de avaliação considerados para cada
princípio são importantes para validar
o conceito da Aprendizagem Académica,
e todos ilustram a escala dos resultados
da avaliação que pode ser usada como
feedback para os estudantes e faculdade
nos esforços para a melhoria pessoal
e institucional. Todos os quadros
de avaliação ilustrados podem ser
usados para fornecer evidências requeridas
no princípio seis (documentar para
os estudantes que a aprendizagem foi
melhorada e ampliada). Este princípio
é um reflexo da necessidade de evolução,
para os administradores da faculdade
demonstrarem aos stakeholders que
a aprendizagem está em curso nas suas
instituições.
Os administradores
das instituições académicas e os quadros
de acreditação têm a noção, há muito
tempo, de que a avaliação é essencial
para fornecer essa evidência. Entretanto,
voltando à metáfora do "jogo de ferramentas"
de avaliação, a faculdade e os administradores
parecem "olhar de lado" para as ferramentas
da avaliação e dizer "aquelas ferramentas
são excelentes; desejaria que soubéssemos
melhores maneiras de as integrar e
usar".
Os esforços contínuos
de melhoria ocorrem ao nível individual
do estudante, onde estes usam os dados
da avaliação para compreenderem as
áreas académicas e de desenvolvimento
que necessitam de melhoria, e que
se estendem para fora do nível institucional.
Não obstante o esforço contínuo de
melhoria, os dados da avaliação fornecem
evidências concretas sobre o estado
actual, e ajudam os estudantes, faculdade,
e gestores dos programas a definir
um plano apropriado de melhoria.
A finalidade
de definir uma framework de avaliação
para a comunidade académica é fornecer
uma estrutura de utilização - com
instruções para quando e como usar
as ferramentas de avaliação para uma
determinada finalidade. As instruções
incluem um vocabulário de termos,
um processo para executar um plano
de avaliação, e orientações para a
assemblagem dos dados da avaliação
na documentação das competências dos
alunos e da eficácia institucional.
Ou seja, fornece instruções para usar
o "jogo de ferramentas" de avaliação,
provando ao alunos (e a outras partes
envolvidas - stakeholders) que a aprendizagem
aumentou e foi melhorada.
Esquema
dos stakeholders
Uma framework
de avaliação é importante para o espectro
dos stakeholders com interesses no
desempenho de uma faculdade. O diagrama
abaixo ilustra a variedade das partes
interessadas associadas a uma comunidade
académica.

(Clique na imagem para a visualizar
em tamanho maior).
A imagem ilustra
o número de stakeholders com interesse
no desempenho de uma faculdade. Todas
as partes interessadas têm necessidade
e o direito de receber e compreender
indicadores da eficácia. Dado a dimensão
das partes interessadas, os dados
institucionais de desempenho necessitam
de ser trabalhados e apresentados
de forma concisa e precisa.
Enfoque
no estudante como evidência da eficácia
institucional
No esforço de
documentar a eficácia institucional
para as organizações de acreditação
e todas as partes interessadas, institucionais
e da comunidade, entram em jogo vários
indicadores. As medidas tradicionais
da eficácia institucional incluem
taxas de certificados, de retenção
e colocação no mercado de trabalho.
Quando a ideia de eficácia institucional
é contextualizada dentro da faculdade,
centrada na aprendizagem como descrita
pelos princípios de O'Banion em Aprendizagem
Académica, é adicionado à fórmula
um componente fundamental: aprendizagem
do estudante e opiniões do estudante
(por exemplo, satisfação).
Os estudantes
são o foco preliminar e central da
Aprendizagem Académica, e a importância
das suas opiniões e qualidade da aprendizagem
são essenciais para que toda a faculdade
seja medida com resultados positivos.
O diagrama abaixo ilustra a natureza
fundamental do estudante inserido
da equação na eficácia institucional.

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em tamanho maior).
O diagrama mostra
que as opiniões do estudante afectam
a natureza e a composição de oferta
dos serviços da estrutura e do estudante
de uma faculdade. Se as opiniões do
estudante forem negativas, ocorre
um efeito de espiral: ou a faculdade
controla a mudança, fornecendo melhores
estruturas e serviços para o estudante,
ou o estudante opta por sair da instituição
ou dissuade outros estudantes a deixarem
essa faculdade.
Os indícios de
aprendizagem do estudante são ainda
mais fundamentais do que as suas opiniões.
Medindo a amplitude e a qualidade
da aprendizagem do estudante em função
dos resultados definidos previamente,
é possível avaliar a qualidade de
um currículo. Se uma área educativa
demonstrar que a aprendizagem dos
estudantes afectos é ampliada e melhorada,
então é natural que venham a ocorrer
elevadas taxas de retenção, certificação,
e de colocação no mercado de trabalho.
O processo de
feedback é crítico. Se existirem indicadores
de que a aprendizagem do estudante
não está a ocorrer da melhor forma,
então será necessário realizar as
acções apropriadas ao nível do currículo
ou departamental. Outra forma de demonstrar
a centralização da aprendizagem no
estudante é ilustrar o facto que o
estudante está no núcleo de toda a
actividade curricular, de avaliação,
e de determinação de resultados. O
diagrama apresentado Worldwide Instructional
Design System (WIDS) fornece um gráfico
que ilustra este conceito.

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em tamanho maior).
Este diagrama
representa o estudante como elemento
nuclear, em torno do qual os resultados,
as estratégias da avaliação, e as
estratégias de aprendizagem são desenvolvidos.
O objectivo é desenhar todos estes
componentes sempre com o estudante
em mente.
Definição
de vocabulário
Como evidenciado
pelos termos já apresentados neste
texto, existem um número de palavras
específicas associadas à avaliação,
as quais são usadas de forma permutável
pelos stakeholders da comunidade académica.
O problema reside no facto da terminologia
da avaliação ter vários significados,
em especial nos diferentes grupos
de stakeholders envolvidos.
Para os pais,
um exame pode ser o conjunto de perguntas
apresentadas no final de uma unidade
de aprendizagem, com o objectivo de
informar o estudante e o professor
se é necessário um exercício de revisão,
enquanto que para um director académico,
um exame pode ser visto como um elemento
de certificação. Para evitar confusões
e para promover uma compreensão comum
entre as partes da comunidade, é importante
definir claramente os termos da avaliação.
Avaliação
Em 1995, o Fórum
de Avaliação da Associação Americana
de Ensino Superior, conduzido por
Thomas A. Angelo, atravessou um processo
iterativo no desenvolvimento de uma
definição de avaliação. O resultado
desse processo de definição é apresentado
a seguir.
A avaliação é
um processo em curso que visa compreender
e melhorar a aprendizagem do estudante.
Implica que as nossas expectativas
sejam explícitas e públicas, ajustando
critérios apropriados e padrões elevados
para a qualidade de aprendizagem,
recolhendo, analisando, e interpretando
sistematicamente evidências para determinar
como um bom desempenho combina essas
expectativas e padrões, e utilizando
a informação resultante para documentar,
justificar, e melhorar o desempenho.
Quando é implementado
eficazmente em sistemas institucionais
numa dimensão alargada, a avaliação
pode ajudar-nos a focalizar a nossa
atenção colectiva, a examinar as nossas
suposições, e a criar uma cultura
académica partilhada dedicada a assegurar
e a melhorar a qualidade do ensino
superior (Thomas A. Angelo, AAHE Bulletin,
November 1995, p.7).
Esta definição
encaixa perfeitamente no contexto
da Aprendizagem Académica defendida
por O'Banion, assim como no enfoque
orientado ao estudante definido na
framework de avaliação. Fala também
da ideia de tornar a avaliação num
processo transparente e claramente
documentado, de modo a que as diferentes
necessidades dos stakeholders possam
ser reconhecidas. O texto da Questionmark,
intitulado Assessments through the
Learning Process, refere-se também
à natureza das avaliações embebidas
nos ambientes e nas instituições de
aprendizagem.
Objectivo
da avaliação e tipos de avaliação
A finalidade da
avaliação é dar suporte aos dados
orientados à tomada de decisão e medição
de resultados, competências, ou aptidões
de encontro às competências definidas
ou aos resultados de aprendizagem.
As avaliações associadas ao processo
de aprendizagem são classificadas
frequentemente como de diagnóstico,
formativas, aferição de necessidades
formativas (gap analysis), reactivas,
ou sumativas.
Existem vários
tipos de avaliações e cada um é apropriado
para finalidades ou objectivos diferentes
de avaliação. Ao decidir o tipo de
avaliação a utilizar, deve-se considerar
em primeiro lugar a finalidade da
avaliação. É para finalidades de diagnóstico?
É para fornecer feedback durante o
processo de aprendizagem? É para determinar
no fim de um curso se um estudante
domina as competências definidas num
conjunto de padrões? É para determinar
o gap entre o que os estudantes sabem
e o que necessitam saber? É para conhecer
as opiniões do estudante? Em função
da finalidade da avaliação, podem
ser aplicados diferentes tipos de
avaliações.
Na secção introdutória,
que descreve as oportunidades da avaliação
na sustentação dos seis princípios
da Aprendizagem Académica, foram mencionados
vários tipos da avaliação. O documento
lista os tipos de avaliação, definições
e objectivos relacionados.
Tipos de
actividades de avaliação
- Perguntas objectivas.
As acções de avaliação podem fazer
uso de questões ponderadas, tais
como a escolha múltipla, verdadeiro/falso,
sim/não, e as questões da escala
de Likert. Estes tipos de perguntas
têm tipicamente apenas uma resposta
correcta, que foi predeterminada
antes da acção da avaliação. As
respostas do estudante são marcadas
de acordo com a chave predefinida
de respostas. As perguntas objectivas
podem aparecer em inquéritos, questionários,
testes ou exames.
- Perguntas subjectivas.
Conhecidas como actividades baseadas
em desempenho, as perguntas subjectivas
são aquelas acções que requerem
que o estudante execute uma tarefa
- por exemplo, responder a uma resposta
aberta, dar uma opinião via gravação
áudio, preencher uma folha de Excel
com cálculos, ou conduzir uma experiência
científica. Este tipo de actividades
não tem tipicamente uma resposta
correcta. Em vez disso, é criada
uma rubrica de pontuação, estabelecendo
quais os critérios para avaliar
uma actividade. O desempenho do
estudante será ponderado de acordo
com os critérios definidos nas rubricas
criadas. As perguntas subjectivas
podem ser incluídas nos inquéritos,
nos testes, e nos exames. Em alguns
casos, uma avaliação inteira pode
ser realizada em torno de uma única
actividade proposta.
Tipos de
dados de avaliação
- Informação
quantitativa. Apresenta variações
em termos de quantidade, em vez
de tipo. O tipo de dados relacionados
com esta informação está associado
a procedimentos de pontuação objectiva,
a pontuação em função da resposta
dada. Os exemplos de avaliação quantitativa
estão relacionados com tipos de
perguntas: escolha múltipla (que
podem ser classificadas pelo software),
ou respostas abertas/ ensaio (que
são ponderadas em função de uma
rubrica com critérios de avaliação
previamente definidos).
- Informação
qualitativa. Apresenta variações
em termos de qualidade, em vez de
quantidade. De uma forma geral,
os dados qualitativos são gerados
durante processos subjectivos de
avaliação por especialistas na matéria.
Estes peritos em diversas matérias
observam o desempenho do estudante
em situações reais e fazem julgamentos
sobre os níveis de aprendizagem
do estudante. Os exemplos relacionados
com informação qualitativa podem
ser observações ou entrevistas ao
estudante. Os critérios de pontuação
são importantes para documentar
o que se espera em termos de desempenho
e atributos específicos ou comportamentos
para cada pontuação.
Interpretações
de pontuação da avaliação e características
da avaliação
O documento refere
igualmente tipos de interpretações
de pontuação a serem considerados,
tais como referenciais standard (baseados
em termos de comparação de desempenho
face a uma população de estudantes),
e referenciais baseados em critérios
(que determinam se um estudante tem
competências com base em resultados
específicos esperados). Quanto às
características da avaliação, deve
ter em conta a:
- Credibilidade.
Refere-se ao grau em que as pontuações
de cada indivíduo são consistentes
através da repetição de aplicações
de um procedimento de medida e,
assim sendo, seguras e repetíveis.
- Validação.
Refere-se à capacidade de uma avaliação
medir a construção do conhecimento,
competências, ou aptidões que se
propõe aferir. A validade requer
que a medição esteja alinhada com
os resultados de aprendizagem. Uma
outra forma de validação está relacionada
com a justeza da avaliação. As avaliações
devem ser independentes de qualquer
grupo.
Níveis de
avaliação
Podemos definir
os níveis de avaliação em três patamares:
- Avaliação de
nível baixo, em que os resultados
da avaliação têm consequências menores
ou indirectas para o estudante.
As avaliações de baixo nível são
usadas tipicamente em situações
formativas para aferir rapidamente
aquilo que o estudante aprendeu,
a fim de ajustar a formação.
- Avaliação nível
médio. Avaliações cujas pontuações
têm consequências para o estudante,
mas não colocam nada em risco se
os resultados de aprendizagem forem
inválidos.
- Avaliação de
nível alto. Avaliações cujos resultados
têm importância e consequências
directas para os estudantes.
Definição
do processo de avaliação da aprendizagem
De forma a aplicar
eficazmente avaliações para determinar
se a aprendizagem do estudante aumentou
ou melhorou, é necessário desenvolver
um plano de avaliação que incorpore
possibilidades de avaliação durante
o processo de aprendizagem. Para ser
eficaz, a avaliação não pode ser um
"pensa-se mais tarde" ou um add-on
instrucional. Necessita de ser integrada,
contextualizada e realizada dentro
do processo de aprendizagem, como
ilustrado no texto Assessments through
the Learning Process.
Este capítulo
do documento esboça o processo para
desenvolver e implementar uma estratégia
de avaliação para a aprendizagem,
no sentido de aferir o nível de aprendizagem
do estudante. O diagrama da WIDS,
apresentado a seguir, ilustra o processo
de planeamento e implementação da
avaliação.

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em tamanho maior).
Este modelo explica
o desenho do processo de aprendizagem
e começa com a definição de resultados
de aprendizagem, de exigências de
desempenho e competências. A terceira
fase centra-se no desenvolvimento
das avaliações e da aprendizagem.
Nesta terceira fase, é importante
esboçar claramente os tipos dos dados
que necessitam ser capturados em cada
avaliação, e definir de que forma
os dados serão usados. O documento
apresenta uma grelha para definir
tipos e usos para os dados recolhidos
com as avaliações.

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Definição
do fluxo de dados da avaliação
Neste item abordam-se
os relatórios que podem ser gerados
com base nas avaliações do estudante
e a forma como os dados da avaliação
do estudante podem ser agregados no
curso, no programa, e nos níveis do
departamento para fornecer evidências
da eficácia institucional. Para as
fases da avaliação descritas nos itens
anteriores, há várias situações em
que os dados recolhidos da avaliação
podem ser vistos e agregados para
dar suporte ao processo de documentar
evidências da eficácia institucional
e para promover a melhoria contínua
dentro da Aprendizagem Académica.
O texto também apresenta um gráfico
referente ao fluxo de dados da avaliação
para a eficácia institucional.

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Casos de
estudo
No final do documento
são apresentados quatro casos de estudo
de comunidades académicas que ilustram
o processo de desenvolvimento eficaz
de avaliação, centrado nos estudantes
e nos resultados da aprendizagem.
Paulo Silva,
consultor na unidade estratégica de
negócio e-Learning da Sinfic.
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