|
Os estragos causados
pelo furacão Katrina levaram os bancos
da região afectada (e não só) a reavaliar
os seus planos de recuperação após
desastre. Uma das principais lições
que o sector bancário aprendeu foi
que os problemas de comunicações representam
um enorme desafio em caso de catástrofe.
De facto, as comunicações são omnipresentes
na actividade dos bancos actuais,
desde as transacções financeiras de
qualquer espécie, à autorização de
pagamentos com cartões de crédito/débito,
ou ao simples levantamento de dinheiro
numa máquina ATM (caixa Multibanco).
Os procedimentos
de recuperação face ao desastre provocado
pelo Katrina incluíram:
- A compra de
comunicações via satélite ou rádio
bidireccional;
- A resposta
à enorme corrida às caixas ATM por
parte das pessoas;
- Criação e/ou
reforço de processos extraordinários
(por exemplo, linhas telefónicas
de atendimento dos clientes);
- A actualização
das listas de contactos de emergência;
- A consideração
de protocolos de TI relacionados
com situações de emergências, a
fim de permitir a comunicação com
a rede do banco.
A nível da entidade
reguladora do mercado bancário nos
Estados Unidos, também se verificaram
decisões de excepção. Por exemplo,
o U.S. Office of the Comptroller of
the Currency (OCC) autorizou o encerramento
temporário de bancos na área afectada.
Recorde-se que a legislação americana
impede os bancos de cancelarem a sua
actividade durante mais de três dias
consecutivos).
Por outro lado,
os bancos foram aconselhados a considerarem
o relaxamento dos prazos de pagamento
de empréstimos existentes, a restruturarem
a dívida e a facilitarem prudentemente
os prazos de crédito para novos empréstimos.
O objectivo destas medidas é ajudar
os clientes na sua recuperação financeira
para o pagamento dos empréstimos contraídos.
|