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Esta semana: Plataformas de e-Learning  
Newsletter n.º 36  24 Outubro 2005  
 
 

Vantagens e Funcionalidades
das Salas de Aula Virtuais


Os estudos têm mostrado que as salas de aula tradicionais e as salas de aula virtuais são igualmente eficazes no que respeita à aquisição e retenção de conhecimento. As salas de aula virtuais são "lugares" onde se podem reunir professores e alunos, formadores e formandos, oradores e participantes online, com o intuito de transmitir conhecimento para uns e aprender para outros. Com este tipo de ferramentas de colaboração online é possível realizar aprendizagem a distância com o mesmo grau de eficácia que a aprendizagem tradicional.


Fernando Costa Pinto*

Não é o meio que faz a diferença, mas sim a forma como o formador e o instructional designer utilizam o meio e as funcionalidades disponíveis para a entrega de conhecimento. Muitas organizações estão a passar as suas salas de aula para salas de aulas virtuais, como peça central da sua estratégia de blended learning, de forma a diminuir custos e reduzir a ineficácia associada às salas de aula tradicionais. Mas como qualquer tecnologia, as ferramentas de sala de aula virtual são somente tão boas como a forma com que forem utilizadas.

Funcionalidades das salas de aula virtuais

São várias as funcionalidades de uma sala de aula virtual. Referimos de seguida alguns exemplos mais correntes.

  • Controlo de intervenções. Determina quem está no momento com a "palavra". Quem estiver com o controlo da sessão, está a dirigir-se a todo o grupo, através de vídeo ou áudio, podendo complementar a sua comunicação com apresentações criadas previamente (como PowerPoints, por exemplo). O processo de controlo é bastante simples: quem pretende interagir na sessão pede a palavra. Ao aparecer no ecrã do moderador esta indicação, este decide se deve e quando deve disponibilizar o controlo da sessão. Existe também a possibilidade de fazer sessões estilo "discussão aberta", em que os intervenientes podem comunicar sempre que pretenderem.
  • Pedido de intervenção. Os moderadores podem ver a lista dos intervenientes na sessão. Um participante pode pedir a palavra, sendo depois da responsabilidade do moderador cedê-la ou não.
  • Chat. O chat é uma ferramenta de comunicação em formato de texto. Esta funcionalidade permite aos intervenientes da sessão trocarem comentários com todos os participantes da sessão. Os intervenientes podem enviar mensagens privadas ao moderador e este pode enviar mensagens privadas aos participantes.
  • PowerPoint. Estas ferramentas permitem adaptar automaticamente apresentações feitas em PowerPoint para serem disponibilizadas. Desta forma, pode-se continuar a trabalhar em ferramentas que já se dominam e que são largamente utilizadas, apresentando depois esse trabalho.
  • Partilha de aplicações. É permitida a partilha de uma ou mais aplicações ou de todo o ambiente de trabalho. Assim, o moderador da sessão pode transmitir os seus propósitos aos intervenientes de uma forma altamente interactiva. A partilha de aplicações permite ao moderador escolher uma aplicação que esteja a ser utilizada por outro interveniente, sem dar a este o "controlo de intervenções".
  • Quadro branco (ou whiteboard). Com o quadro branco partilhado, os participantes podem acrescentar conteúdo à sessão. Desta forma, todos podem acrescentar objectos ou texto ao "esquema" que estão a presenciar. Os objectos ou texto podem ser copiados de qualquer aplicação Windows para o whiteboard.
  • Controlo de acompanhamento. O moderador pode colocar questões aos restantes participantes, de modo a obter feedback imediato sobre o decorrer da sessão.
  • Videoconferência. Utilização de vídeo (em directo ou pré-gravado) e de áudio para a realização de videoconferências. Desta forma, existe uma maior personalização da sessão, pois todos os participantes estão em contacto visual e directo com o orador. De referir a importância de ter uma largura de banda razoável para obtenção de um bom desempenho.
  • Audioconferência. Permite ao moderador dirigir-se a todos os intervenientes da sessão através da voz. Desta forma, as sessões tornam-se mais ricas, não havendo problemas significativos quanto à largura de banda exigida. O moderador pode ter conversações, em duas vias, com quem estiver com o "controlo de intervenções".
  • Gravação de sessões. As sessões podem ser gravadas pelo moderador ou por qualquer dos participantes na sessão. Todas as acções da sessão podem ser gravadas: chat, feedback, assim como o conteúdo mostrado durante a sessão. Esta funcionalidade permite a revisão das sessões guardadas, através do servidor, ou através do download da sessão.
  • Perguntas e respostas. Esta funcionalidade permite ao moderador colocar questões a todos os intervenientes. As respostas são normalmente do tipo verdadeiro/falso ou de múltipla escolha. Os resultados podem ser tornados públicos ou serem analisados em privado.

Salas de aula tradicionais ou salas de aula virtuais?

Foram já feitos centenas de estudos para estudar realmente a diferença entre estes dois tipos de salas. A maioria das comparações das pesquisas efectuadas não mostraram grandes diferenças em termos de vantagens ou desvantagens no uso de um ou outro método. Foram feitos estudos de comparação que concluem que, quando a mesma lição é disponibilizada nos dois meios, não se nota nenhuma diferença real na aprendizagem.

Isto quer dizer que não sãos os meios que deterioram a aprendizagem, mas sim a forma como os meios são usados. O segredo reside na utilização bem sucedida do meio de entrega, electrónico ou tradicional, que deve explorar as características desse meio de forma a conduzir à aprendizagem. Podemos então definir vários passos orientadores para uma utilização bem sucedida:

Passo 1 - Definir

No passo um começamos por definir os objectivos e as necessidades do negócio, assim como os conhecimentos dos formandos, participantes ou colaboradores. Devemos planificar a formação e os métodos que consideramos instrutivos e que serão necessários para conseguir os objectivos. Por exemplo, se estivermos interessados em melhorar o conhecimento em algum software, devemos fazer demonstrações da sua utilização, seguidas pela prática (hands-on). Consequentemente, teremos de dispor de um meio eficaz para a entrega das demonstrações e da parte prática. Uma forma simples será uma sala de aula virtual.

Passo 2 - Visualizar

O e-learning, nas suas duas formas, síncrona ou assíncrona, exige a visualização do conteúdo. As salas de aulas virtuais dão primazia à parte onde são disponibilizados os conteúdos, ficando sempre uma pequena parte do ecrã ocupada com as ferramentas da própria plataforma. Normalmente, existe uma barra à esquerda onde o participante pode interagir com o orador, sendo o resto do ecrã para ferramentas de apresentação, como slides de PowerPoint, white board, ou partilha de ecrã e aplicações. Neste passo deveremos seleccionar e projectar os vários tipos de conteúdos que melhor promovem a aprendizagem. Uma vez seleccionados, usamos os vários recursos comunicacionais existentes neste tipo de sala de aula para explicar os conteúdos.

Passo 3 - Acoplar

Os formadores experientes sabem que a interacção significativa e frequente do formando é o principal trajecto para a aprendizagem. Quando desenhamos e desenvolvemos e-learning assíncrono com qualidade sabemos a importância das interacções frequentes e efectivas. Felizmente, as salas de aula virtuais oferecem formas de participação em abundância. A prática tem mais benefícios quando é distribuída ao longo da lição, em vez de estar concentrada no início ou no fim. Para ter a atenção do participante, as interacções devem ser muito frequentes. Serão obviamente mais importantes os tipos de interacções mais relacionados com a actividade de participante do que aquelas mais triviais. Os vários tipos e formas de questões devem ser também alterados com alguma frequência. Este tipo de ferramentas oferecem normalmente um leque variado de formas de questões para colocar ao formando, permitindo assim uma maior envolvência.

Passo 4 - Entrega

Deve ser previamente entregue aos formandos informação acerca da sala de aula, das suas funcionalidades e dos conteúdos que serão "discutidos" na sessão. Reforçar a mensagem de boas vindas apresentando os conteúdos e os participantes é uma forma de começar bem uma sessão. Para melhor sabermos como estar e apresentar conteúdos na nossa sala de aula virtual, podemos participar em vários seminários online. Muitos deles são gratuitos e poderão ser uma poderosa ajuda na retenção de técnicas utilizadas. Pensar nas experiências mais ricas da formação tradicional e usá-las neste tipo de formação será uma vantagem.

Em suma, utilizando este tipo de ferramentas com lógica e com conteúdos ricos, faz com que não existam desvantagens na qualidade da formação baseada em sala de aula virtual em relação à formação tradicional. Antes pelo contrário, a formação baseada em sala de aula virtual tem a seu favor todas as vantagens económicas características de qualquer tipo de troca de informação via Internet. É patente que o uso destas ferramentas advém de economias de tempo e de dinheiro. De facto, eliminando a premissa de que todos os intervenientes da uma reunião necessitam de estar no mesmo local, elimina-se o tempo gasto em deslocações e as verbas para viagens e estadias.

A instalação e o manuseamento destas ferramentas é bastante simples, não necessitando normalmente de qualquer configuração adicional nos computadores ou servidor da empresa. Além disso, permitem simular na perfeição o ambiente de uma reunião. Através da videoconferência ou da audioconferência, todos os participantes podem expressar as suas ideias e trabalhar sobre documentos em conjunto

* Fernando Costa Pinto é consultor na unidade estratégica de negócios e-Learning da Sinfic.

 

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Eventos/Formação

Evento: Workshop SCAMPI - 02 de Novembro 2005 - Inscrições Limitadas

Evento: BizTalk Server 2004 - 03 de Novembro de 2005 - Inscrições Limitadas

Evento: Cross Platform Development & Deployment - 23 de Novembro de 2005 - Inscrições Limitadas

Formação: Software Quality Assurance - Process Implementation - 26 e 27 de Outubro de 2005

Formação: BS7799-2:2002: Auditor Coordenador - 7 de Novembro de 2005

Formação: Metodologias de Gestão de Projectos (PMBOK 3rd Edition) - 07 a 09 de Novembro de 2005

Formação: Gerir Pessoas em Ambientes de Projectos - 14 a 16 de Novembro de 2005

 

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