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Medida
Serve
para verificar ou avaliar pela comparação
com um standard. Um termo relacionado
é o de medição - o acto ou processo
de medir algo. Por exemplo, cinco
centímetros poderão ser um exemplo
de medida. O centímetro é o standard
e os cinco identificam quantos múltiplos
ou fracções do standard estão a ser
avaliados.
Vamos
relacionar com o Software, por exemplo,
a linhas de código. As linhas de código
ainda não são um standard universal.
A medição de linhas de código de um
determinado programa numa organização,
provavelmente não obterá as mesmas
linhas que outra medição obterá avaliando
o mesmo programa. Consequentemente,
é imperativo que cada organização
determine um standard único para o
que significa uma linha de código,
e que assegure que todos indivíduos
na organização entendam e utilizem
o standard (universal ou local).
Métrica
Medida quantitativa do grau que um
sistema, componente, ou processo possui
de um dado atributo. Por exemplo,
nos primeiros dezoito meses de actividade
foram encontrados somente dois erros
identificados por utilizadores.
Indicador
Dispositivo
ou variável que pode ser ajustado
a determinado estado, com base nos
resultados de um processo ou na ocorrência
de uma condição específica. Por exemplo,
uma flag é um exemplo de um indicador.
Um indicador é algo que chama a atenção
para uma situação particular.
Um
outro exemplo de indicador, poderá
ser a activação de um detector de
fumo em casa. Existe um conjunto prescrito
de estados e de sons que um alarme
compreende, se o número de partículas
de fumo no ar exceder as circunstâncias
especificadas para o estado ao qual
o detector está ajustado. Em relação
ao software, um indicador poderá ser
um incremento substancial no número
de defeitos encontrados nas mais recentes
versões de entregas do código.
O
objectivo não é adicionar mais definições
ou confusão, mas sim dar um exemplo,
de forma a ajudar a compreender as
diferenças entre estes conceitos.
Alguns gráficos poderão a ajudar a
clarificar as diferenças.
Considere
o seguinte cenário:
1.
Um indivíduo foi trazido para um quarto
de hospital numa situação de emergência.
Ele está inconsciente e tem uma temperatura
de 99.1 graus Fahrenheit (Ver fig.
1). Os outros
sinais vitais aparentam estar normais.
O que nos diz a medida de 99.1 graus
Fahrenheit? Muito pouco. Poderemos
dizer que a temperatura está acima
da temperatura normal, mas não sabemos
se a temperatura vai subir, descer,
ou permanecer constante. Assim sendo,
o indivíduo está a melhorar ou a piorar?
2.
Após algumas horas a verificar regularmente
as estatísticas vitais do paciente,
já somos capazes de verificar as tendências
da temperatura durante as várias medições
(ver fig. 2).
Estas
análises fornecem aos médicos muito
mais informação para poderem agir,
mesmo que o paciente continue inconsciente.
O que nos mostra o gráfico da fig.
2? A temperatura continua a subir
e de forma mais significativa no segundo
dia. Os médicos começam a preocupar-se,
mas outra estatística vital informa
que não existem problemas.
3.
De repente, o paciente acorda e fornece
mais informação sobre a sua condição.
Ele chama-se António Zorkkokkroz e
pertence ao planeta Zorkkokkroz, e
a sua temperatura corporal normal
é de 105.6 graus Fahrenheit (ver fig
3). Está a recuperar de hipotermia.
O
cenário acima ajuda a ilustrar a diferença
entre medidas, métricas e indicadores.
A Fig. 1 mostra-nos uma medida. Sem
uma tendência para seguir ou um valor
para comparar, dá-nos pouca ou nenhuma
informação (não fornece informação
suficiente para a tomada de decisões).
A
Fig. 2 mostra-nos uma métrica, sendo
uma comparação de duas ou mais medidas.
Neste caso, a temperatura do paciente
ao longo do tempo (por exemplo, no
caso do desenvolvimento de software:
o número de defeitos por mil linhas
de código).
A
Fig. 3 mostra-nos um indicador. Um
indicador geralmente compara a métrica
com uma baseline ou um resultado esperado.
Isto permite aos indivíduos com responsabilidades
na tomada de decisões, uma rápida
análise comparativa. Neste caso, permitiu
comparar a variação da temperatura
do corpo em relação aos parâmetros
normais (indivíduos do planeta Zorkkokkroz)
ao longo do tempo, para poder saber
qual o tipo de tratamento a empregar.
Este
exemplo é obviamente fictício, mas
ilustra até que ponto a existência
de pouca informação pode ser perigosa.
O que significa é que a informação
na proporção correcta ajuda a tomar
decisões correctas e precisas para
a melhoria contínua dos processos.
O exemplo também ilustra que o nosso
quadro de referência não é sempre
o mais correcto. Temos que olhar para
as situações com uma visão objectiva
e segundo diferentes perspectivas.
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