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Trata-se de sistemas
práticos e flexíveis que podem ser
utilizados em qualquer local (empresas,
grandes superfícies, lojas, parques
infantis, lares de terceira idade,
parques de estacionamento, entre outros).
Telemetria
A telemetria é a transferência
(via rede fixa ou sem fios) e a utilização
de dados provenientes de múltiplas
máquinas remotas, distribuídas por
uma área geográfica de forma predeterminada.
Uma solução operacional que envolva
telemetria é composta por recursos
físicos e humanos capazes de realizar
a transferência e utilização de dados
provenientes de equipamentos remotos
para a monitorização, medição e controlo
dos mesmos.
A utilização da telemetria
numa solução permite às empresas reduzir
custos operacionais, aumentar a eficiência,
auxiliar o desenvolvimento do uso
das tecnologias de informação, melhorar
o entendimento do mercado, melhorar
a satisfação das necessidades dos
clientes, disponibilizar novos produtos
e serviços, e melhorar a comunicação
com outros sectores da indústria.
Domótica
A domótica é um ramo
da engenharia relacionado com a gestão
inteligente de edifícios. Utiliza
as últimas inovações tecnológicas
para construir sistemas electrónicos
automáticos encarregados, entre outros
aspectos, de controlar o consumo energético,
o conforto do meio envolvente e a
segurança.
A gestão inteligente
de edifícios pode ser utilizada, tanto
em apartamentos ou moradias de construção
nova, como em remodelações. Estas
soluções inovadoras, que aos poucos
se vão integrando no mercado, permitem
controlar uma casa através do simples
uso do telefone ou da Internet. Por
ser considerada económica e com um
rápido retorno em termos de investimento
inicial, é uma solução ideal para
quem procura conforto, segurança,
economia e poupança de energia, utilizando
apenas o telefone (fixo ou móvel),
ou a Internet para o controlo e monitorização
da casa.
Estas soluções não
oferecem sistemas de segurança, mas
sim uma sofisticação que permite o
controlo e monitorização do ambiente
doméstico, proporcionando maior qualidade
ao dia a dia, e contribuindo para
um desenvolvimento mais sustentável.
São várias as funções
incluídas nestas soluções, na sua
versão mais básica, onde se destacam
a detecção de incêndios, de fugas
de água, de fugas de gás; o corte
automático de água e/ou gás por electroválvula;
o aviso de falta de energia eléctrica;
o aviso dos alarmes de incêndio, intrusão,
água e gás; o comando remoto do aquecimento;
e a interface telefónica.

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CCTV e Videovigilância
Interactiva
Os sistemas de circuitos
fechados de televisão e videovigilância
interactiva são uma das áreas da segurança
que mais tem evoluído e que tem registado
maior expansão. A vigilância permanente,
o registo contínuo de imagens, a facilidade
na identificação de suspeitos, o controlo
de pessoas e serviços, o facto de
ser um sistema fortemente dissuasor,
que permite um acesso remoto e a vigilância
de áreas de difícil acesso, são algumas
das características e vantagens que
facilitam a compreensão da utilidade
destes sistemas de segurança.
A videovigilância interactiva
é um novo conceito de segurança por
vídeo. São sistemas de tecnologia
avançada de videovigilância remota
em que é possível a integração com
outros equipamentos de segurança,
bem como a interacção remota com o
local que está sob vigilância. Estes
sistemas estão preparados para funcionar
com os mais recentes protocolos de
comunicação e permitem o acesso remoto
às instalações a partir de qualquer
ponto do planeta.
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Biometria
A biometria define-se
como o estudo estatístico das características
físicas ou comportamentais dos seres
vivos. Recentemente, este termo foi
também associado ao reconhecimento
de pessoas, como forma de identificação.
Entre as várias tecnologias de reconhecimento
biométrico, é de salientar o reconhecimento
facial, o reconhecimento de impressões
digitais, o reconhecimento da geometria
da mão, e a identificação pela íris,
voz e retina.
No futuro, a tecnologia
avançará para a possível identificação
de odores e salinidade do corpo humano,
bem como para a identificação do padrão
das veias, através de imagens térmicas
do rosto ou punho. A identificação
por DNA ainda não é considerada uma
tecnologia biométrica, por ser um
processo automatizado que demora algumas
hora a ser criado.
Estas tecnologias estão
a tornar-se a base de um crescente
número de aplicações utilizadas ao
nível da segurança e da identificação
pessoal. O aumento das falhas de segurança
e das fraudes em transacções torna
evidente a necessidade de recorrer
a técnicas cada vez mais avançadas.
As técnicas biométricas permitem uma
resposta a esta necessidade, com a
vantagem de manterem as transacções
confidenciais e a protecção dos dados
pessoais dos utilizadores.
Actualmente, várias
entidades governamentais, empresariais,
financeiras e de saúde já implementaram
esta tecnologia, que pode ser utilizada
de forma autónoma ou integrada com
outras tecnologias (tais como smart
cards, chaves de encriptação ou assinaturas
digitais) em diversas aplicações,
que vão desde o controlo de acessos
a edifícios, computadores ou transacções
electrónicas. O crescimento da confiança
nestas transacções é fundamental para
um crescimento da economia global.
O facto da biometria
associar um evento a um utilizador
específico é muito conveniente e mais
necessário do que a simples utilização
de outros meios ainda utilizados,
tais como passwords, pins, cartões
ou chaves, que podem ser usados por
outros utilizadores que não estão
autorizados. Porque pode sempre controlar
e auditar todos os movimentos dos
indivíduos, a biometria está a tornar-se
financeiramente acessível e socialmente
aceitável.
Controlo e gestão
de tempos e de acessos
A implementação de mecanismos
formais para o controlo de acessos
e o registo de tempos de trabalho
é cada vez mais uma necessidade actual
nas empresas. Para além das questões
de controlo de horários e da aplicação
de normas de segurança, este processo,
exigido pela legislação laboral em
vigor, pode permitir a articulação
com os sistemas de informação e com
a gestão de recursos humanos, facilitando
o processamento de salários nas empresa.
Ao nível da recolha,
tratamento e edição de dados sobre
o trabalho suplementar prestado, é
possível controlar horários de trabalho,
ciclos horários, turnos, trabalho
nocturno, zonas de trabalho, férias,
ausências, dados para vencimentos,
controlo de cartões de acesso, cartões
provisórios, tratamento de anomalias,
gestão de prémios, permissão e controlo
de acessos.
A tecnologia - aplicada
em relógios de ponto por picagem,
terminais com leitura de banda magnética,
com leitura de chip ou de dados biométricos
- permite efectuar consultas sobre
a empresa, trabalhadores (internos
e externos) e visitantes, horários,
ciclos, zonas, listagens e mapas,
ausências por estrutura, trabalhador,
dia, duplicação de picagens. Os dados
obtidos através da gestão de acessos,
depois de exportados para o sistema
utilizado pela empresa, permitem a
integração simples com o processamento
de salários.
Conclusão
A questão da privacidade
e da sua possível invasão, levanta
uma preocupação constante e uma reacção
ao síndroma do "Big Brother". Muitas
vezes, as pessoas que são "vigiadas",
directa ou indirectamente, sentem-se
violadas nos seus direitos. Em sociedades
evoluídas, a presença de câmaras nas
ruas, que registam imagens durante
24 horas por dia, transmitem à sua
população a sensação de segurança.
Mas esse sentimento é muitas vezes
controverso. Enquanto uns simplesmente
ignoram essa presença silenciosa,
outros contestam-na, apelando aos
seus direitos.
Ao nível da biometria,
por exemplo, um indivíduo pode, eventualmente,
considerar-se invadido na sua privacidade
pelo facto de elementos tão pessoais
como os seus dados biométricos estarem
na posse de outras pessoas e armazenados
numa base de dados. Na realidade,
os equipamentos biométricos registam
apenas uma reprodução digital e não
uma amostra passível de ser reproduzida.
Ou seja, os dados armazenados não
têm qualquer utilidade na reprodução
dos dados originais.
A utilização das novas
tecnologias em constante evolução,
associadas à prevenção e controlo
de possíveis acções criminosas, ficarão
ao dispor da segurança retirando protagonismo
ao papel do Estado nesta matéria,
através da articulação das duas políticas.
Será que no futuro
a criminalidade irá diminuir? Se sim,
será que a segurança irá tornar-se
menos polémica e conseguiremos conviver
tranquilamente com esta questão, ignorando
o facto de sermos constantemente controlados?
Ou será que nos vamos sentir ameaçados
pela presença das tecnologias, mesmo
sabendo que não as poderemos evitar,
arriscando a vida por uma emoção?
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