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Muitas organizações
não conseguem tirar vantagem das aproximações
à gestão da qualidade porque não têm
a capacidade de seguir estes modelos
no seu contexto particular. A melhoria
de processos de software identificada
pelos modelos tradicionais (de melhoria
de processos de software) não é suficientemente
orientada aos objectivos do negócio
que conduzem à excelência.

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A fim de ajudar
as organizações de desenvolvimento
de software a superarem estes problemas,
um grupo de instituições (EFQM, ESI,
entre outras) desenvolveu um modelo
especializado EFQM para as organizações
de software. O objectivo foi disponibilizar
um conjunto de instrumentos de suporte,
incluindo cursos de formação através
de plataformas de aprendizagem online,
que são aplicáveis a organizações
de qualquer dimensão, evitando assim
o gasto de muitos recursos na implementação
da nova abordagem.
Assim, o modelo
de excelência EFQM especializou-se
para organizações de software, aplicando
o CMMI V1.1, modelo extensamente utilizado
na indústria do software. O modelo
EFQM para empresas de software adopta
a estrutura e o ciclo de melhoria
RADAR (Resultados, Abordagem, Desdobramento,
Avaliação e Revisão) do EFQM e propõe
um conjunto de processos operacionais
específicos para o desenvolvimento
de software.
O EFQM utiliza
os elementos da lógica RADAR para
realizar a auto-avaliação. Esta lógica
baseia-se em:
- Determinar
os resultados que uma organização
pretende alcançar como parte do
seu processo para estabelecer a
política e estratégia;
- Planear e desenvolver
um conjunto integrado de abordagens
sólidas para conseguir os resultados
requeridos;
- Desdobrar as
abordagens de uma forma sistemática
para garantir uma implementação
total;
- Avaliar e rever
as abordagens seguidas, através
da monitorização e análise dos resultados
alcançados e das actividades de
aprendizagem realizadas.
No novo modelo
incluem-se nos critérios "meios" novos
guias de orientação que facilitam
a integração da iniciativa de melhoria
dos processos de software dentro da
área de gestão do negócio, dando resposta
a perguntas chave para as organizações
de software, tais como:
- Qual a implicação
dos líderes da organização na melhoria
dos processos software?
- Quais os processos
de software que têm impacto nos
resultados do negócio?
- Como se alinha
a melhoria dos processos software
com os objectivos do negócio?
- Que infra-estrutura
é necessária para abordar a melhoria
dos processos?
- Que papel desempenham
as pessoas da organização no sucesso
das iniciativas de melhoria?
Os critérios do
novo modelo EFQM adaptaram-se tendo
em conta as práticas relevantes procedentes
do modelo CMMI, facilitando assim
a integração dos dois enfoques. Os
critérios "resultados" do novo modelo
também foram adaptados às necessidades
específicas das empresas de software.
Por último, foram incorporadas no
ciclo de melhoria do novo modelo referências
específicas para institucionalizar
gradualmente os processos da organização,
incluindo os processos de software
e engenharia de processos. Estas importações
estão baseadas nas práticas do modelo
CMMI (em particular nas práticas genéricas).
Foram realizadas
experiências piloto deste modelo em
organizações com realidades distintas
no que respeita, quer a conhecimento,
quer a utilização dos modelos EFQM
e CMMI. Todas estas beneficiaram do
enfoque integrado deste novo modelo,
sendo que os melhores resultados foram
obtidos em organizações que utilizavam
o modelo CMMI ou ambos os modelos
EFQM e CMMI.
Este modelo integrado
pretende ser considerado como o caminho
para a excelência do negócio nas organizações
de software.
Baseado num
artigo intitulado "Nuevo Modelo de
EFQM para Organizaciones Intensivas
en Software", de Elixabete Ostolaza
do European Software Institute.
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