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A palavra mLearning
é a designação dada à disseminação
de formação através de dispositivos
móveis, tais como telemóveis, PDAs,
leitores de áudio digital, câmaras
de vídeo digital, etc. Através do
mLearing torna-se possível fazer a
aprendizagem em locais para onde não
é possível transportar um computador,
ter uma ligação à Internet, ou simplesmente
onde não é prático usar o computador.

Fonte: Georgiev, T., E.Gerogieva,
A.Smrikarov; "M-Learning - A New Stage
of E-Learning"; http://ecet.ecs.ru.acad.bg/cst04/Docs/sIV/428.pdf).
A disseminação
de unidades de conhecimento através
de dispositivos móveis permite ainda
a aprendizagem just-in-time. Ou seja,
permite que um formando solicite a
consulta de um determinado conteúdo
exactamente quando precisa de adquirir
aquele conhecimento. Através do telemóvel,
o formando pode consultar a lista
de conteúdos disponíveis e quais as
últimas actualizações, solicitando
então a entrega dos conteúdos no seu
telemóvel.
Uma outra vantagem
do mLearning é a possibilidade de
implementar a aprendizagem nos "tempos
mortos" dos formandos - por exemplo,
durante viagens ou períodos de espera.
Deixa de ser necessário ter equipamento
mais completo para aceder a recursos
formativos, e a dimensão das próprias
unidades formativas é adaptada a um
esquema de aprendizagem com períodos
de estudo mais curtos.
A formação disseminada
através destes dispositivos é constituída
por pequenas unidades de aprendizagem,
mais pequenas do que as desenvolvidas
para o e-learning "tradicional", uma
vez que os dispositivos móveis dispõem
de capacidade de memória mais limitada,
assim como de processamento.
O tipo de informação
recebida em mLearning pode ser constituída
apenas por uma SMS, lembrando o formando
de um webinar, de um trabalho para
entrega até determinado dia, ou indicando
a disponibilização de mais um módulo
de aprendizagem na plataforma de e-learning.
Neste contexto, a modalidade do mLearning
faz o complemento do sistema de e-learning.
O recurso a dispositivos móveis neste
esquema não representa uma novidade,
tendo já algumas empresas implementado
o sistema de avisos por telemóvel,
c casos de sucesso.
Outro modo de
utilização do mLearning consiste em
fazer da disseminação do conhecimento
para os dispositivos móveis o principal
meio de formação. Este processo exige
o desenvolvimento de conteúdos específicos
para entrega em telemóveis, em formatos
de pequena dimensão, que possam ser
apresentados nos ecrãs dos telemóveis,
com a resolução mais adequada. Também
o modo de interacção com os conteúdos
tem que ser repensado. As limitações
são maiores, devido à inexistência
de um teclado como o de um computador,
e devido ao tipo de interacções que
deixa de ser possível num telemóvel
ou PDA.

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Estas limitações
têm que ser contornadas e ser salientadas
novas formas de apreensão de conhecimentos,
novas metodologias e, eventualmente,
novos esquemas de aprendizagem. Estes
esquemas deverão variar consoante
as necessidades de aprendizagem dos
formandos, o tipo de tecnologia que
terão disponível, os conhecimentos
dos próprios formandos em lidar com
novas tecnologias e qual o regime
de utilização dos conteúdos de formação.
Como se pode verificar, o próprio
processo de instructional design terá
que ser adaptado a esta nova forma
de disseminação de formação.
O desenho de um
plano de formação e o desenho dos
próprios conteúdos será modificado
de forma a dar resposta adequada às
necessidades dos formandos e de acordo
com as condições tecnológicas disponíveis.
Assim, o desenvolvimento de conteúdos
de aprendizagem para distribuição
em dispositivos móveis deverá ser
pensado de acordo com o tipo de matéria
tratada, o modo de aprendizagem que
se pretende implementar, e qual o
grau de interacção necessário para
que o conhecimento seja devidamente
apreendido.
Funcionando num
esquema de entrega de conteúdos just-in-time
e em pequenas unidades, será necessário
criar materiais com mais ênfase no
contexto em que serão utilizados,
mais dirigidos a necessidades específicas,
assim como com abordagens mais minimalistas
e que consolidem o conhecimento de
um modo "mais concentrado". Na verdade,
o processo de instructional design
deverá encarar esta abordagem formativa
mais como uma aproximação à tutoria
ou ao acompanhamento à formação, do
que numa aproximação de instrução/formação.
O modelo de aprendizagem
mais eficaz, mediante o recurso a
mLearning, será provavelmente aquele
que mais facilmente poderá integrar
a formação no dia a dia dos formandos,
entregando conhecimento de uma forma
regular e em unidades de rápida apreensão,
de preferência entregues mediante
solicitação do próprio formando. Seria
a integração da formação com as actividades
quotidianas dos formandos, fazendo
da aprendizagem uma actividade regular,
que viria de encontro ao formando,
onde quer que estivesse e quando quisesse.
Quanto à comercialização
de mLearning, há quem defenda que
este não se vende. Ou seja, que não
existe a comercialização de formação
em regime de Mobile Learning. Defendem
que, na verdade, o que sucede é o
aproveitamento de novas funcionalidades
e capacidades da tecnologia para a
implementação de novas formas de disseminação
da formação, ou criação de novas formas
de apoio ao desenvolvimento de formação
noutra modalidade. Não serão vendidos
cursos em regime de mLearning; apenas
conteúdos que são adaptados a uma
nova forma de disseminação de conhecimento,
podendo este constituir ou não o cerne
do processo formativo.
Será então necessário
fazer o desenvolvimento de conteúdos
especificamente para entrega em telemóveis
e PDAs. Para o desenvolvimento desses
conteúdos e respectiva disseminação,
é necessária tecnologia específica
ao nível dos LCMS, estando essa tecnologia
já disponível no mercado. Um exemplo
é a solução apresentada pela Giunti
Interactive Labs, designada por exactMobile.
O exactMobile
é um módulo para integração no Learn
eXact LCMS, estendendo o já conhecido
sistema de gestão de conteúdos de
aprendizagem para um sistema que inclui
serviços de localização, sensível
ao contexto e de entrega de conteúdos
em dispositivos móveis. Desta forma,
os autores de conteúdos podem criar,
gerir e entregar conteúdos conformes
com a norma SCORM.
Estes conteúdos
podem ser entregues nos dispositivos
móveis que aceitam a interoperabilidade
com a plataforma da Giunti. Alguns
dos dispositivos compatíveis com os
conteúdos produzidos e disseminados
através deste sistema incluem os Windows
Mobile Palm Computers e Smart Phones,
Blackberry Mailers, Xybernaut Wearable
e Pen Computers.
Este módulo foi
desenvolvido para dar resposta, por
um lado, às necessidades de autores,
proprietários e publicadores relativamente
à exploração de novos modos de utilização
de ambientes móveis. Por outro lado,
pretende dar resposta às necessidades
dos formandos, colaboradores de empresas,
pessoas que trabalham em contextos
de grande mobilidade e ubíquos, sozinhas
ou integradas em comunidades virtuais.
Deste modo, é potenciado o interesse
e a exploração de novas tecnologias
e de ambientes wireless.
Transportando
a aprendizagem para um contexto ubíquo
e até formandos com grande mobilidade,
qualquer local e qualquer momento
podem ser de aprendizagem.
Sofia Mendes,
consultora na unidade estratégica
de negócio e-Learning da Sinfic.
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