|
1. Avaliação
As melhores práticas
do ITIL abarcam cinco processos de
suporte de serviços:
- Gestão de incidentes
- Gestão de problemas
- Gestão de mudanças/alterações
- Gestão de configurações
- Gestão de releases
O ITIL também
inclui cinco processos de entrega
de serviços:
- Gestão da capacidade
- Gestão financeira
- Gestão de disponibilidade
- Gestão de níveis
de serviço
- Gestão da continuidade
de serviços
Comece a implementação
pelo benchmarking às actividades da
organização, a fim de determinar como
está a ser o desempenho. Para a planificação
dessa mesma implementação, deverá
responder a uma série de questões
para cada um dos processos. Por exemplo,
a avaliação da gestão de incidentes
inclui questões como: "as necessidades
do negócio para o service desk estão
claramente identificados e percebidos?";
"Será que o service desk fornece informação
aos clientes sobre a actualização
do estado das coisas após o fecho
de um incidente?".
Muitas vezes,
quando as empresas estão na fase de
avaliação, esperam que os resultados
sejam piores do que vêm a ter depois.
É quase uma tendência normal predizer
que não estamos a executar as coisas
como recomendam as melhores práticas.
Depois chega-se à conclusão de que
estamos a fazer as coisas de forma
mais consistente com as melhores práticas
do que estávamos à espera.
2. Determinação
dos objectivos
Depois de saber
"onde está" a organização, pergunte
aos clientes onde querem implementar
as melhores práticas do ITIL. Pode-se
utilizar uma estrutura de maturidade
de processos para contabilizar os
resultados da avaliação e determinar
qual é o nível que a organização tentará
alcançar. A escala vai de zero a cinco.
A pontuação zero significa ausência
total de sucesso, enquanto que a pontuação
cinco indica optimização.
Como consultor,
é aqui onde a "dica" é extremamente
vantajosa. O cliente pode pensar que
optimização será o melhor objectivo
para a organização, mas pode constituir
dever do consultor explicar que esse
objectivo é muito alto, devido aos
seus custos elevados. Algumas organizações,
quando se lançam na abordagem ao ITIL,
decidem exercer maior esforço nos
processos que foram definidos, bem
como no controlo, o que levará a uma
classificação de três na escala. Desta
forma, podemos tirar vantagem das
melhores práticas do ITIL, com custos
razoáveis tanto para a organização
como para os clientes de TI.
3. Identificação
das lacunas
Quando o cliente
já estabeleceu uma meta organizacional
apropriada, é tempo de determinar
as lacunas entre a forma como a organização
vai ganhando desempenho e as melhores
práticas seleccionadas no início da
avaliação. Analise os resultados da
avaliação e explique à equipa de gestão
de clientes onde existem as lacunas,
e quais são as suas dimensões. Continue
procurando a aprovação do trabalho
que estás a realizar, demonstrando
que é do seu interesse, porque sem
a aceitação da equipa de gestão, a
equipa de funcionários nunca acatará
qualquer mudança que possa sugerir.
É uma boa política
o CIO enviar regularmente uma mensagem
de correio electrónico a toda a equipa
de funcionários, relembrando-lhes
os benefícios que se esperam alcançar
com a implementação do ITIL. De igual
modo, deve informá-los das novidades
e dos progressos no plano do projecto.
4. Escolha
do processo
Após a execução
da análise de lacunas, é agora óbvio
quais são os processos que vão oferecer
maior dificuldade de melhoria. Recorde-se
que não é aconselhável trabalhar os
dez processos em simultâneo. Determinar
qual o processo ou quais os processos
por onde se deve começar é quase sempre
uma tarefa complicada, mas é aqui
onde se torna importante o papel do
consultor. Os clientes estão à espera
que lhes sejam dados conselhos sobre
quais os processos que são mais fáceis
de colocar num estado definido e controlado.
Se o processo
de gestão de incidentes de um cliente
não tiver atingido um estado controlado,
recomenda-se que se comece por aí.
O objectivo da gestão de incidentes
é restabelecer o estado normal das
operações dos clientes o mais rápido
possível. Consequentemente, a gestão
de incidentes é um processo fundamental
do qual muitos outros vão depender.
A gestão de problemas, a gestão de
configurações, a gestão de alterações,
podem ser os próximos processos a
considerar.
5. Início
do projecto
É necessário desenvolver
um plano de projecto sobre a forma
como os clientes esperam mudar os
processos para adoptarem as melhores
práticas standard. Uma metodologia
formal de gestão de projectos, como
o PRINCE2, projectos em ambientes
controlados, complementar ao ITIL,
é uma boa referência.
Algumas organizações
utilizam o Project Success System,
uma metodologia de gestão de projectos
da Young, Clark and Associates para
todos os projectos de desenvolvimento,
e/ou utilizam-na na implementação
do próprio ITIL. O plano do projecto
deve permitir o desenvolvimento de
múltiplos esboços das entregas pretendidas
e vários pontos de verificação para
revisão pelo cliente, de forma a assegurar
que está a comprar uma nova forma
de controlar os serviços de TI.
Durante o decurso
do projecto, deverá identificar as
actividades dos processos que deverão
ser monitorizados e medidos. A selecção
destas actividades dependerá dos objectivos
do cliente para o processo e suportará
os desejos do cliente que vão de encontro
às melhores práticas do ITIL.
6. Medição
Uma vez concluído
o projecto e as alterações nos processos
implementados, podemos entrar no campo
das medições, medindo várias tarefas
dos processos. Por exemplo, pode-se
querer medir a percentagem de redução
de tempo na resposta a um pedido ao
help desk depois de implementar alterações
a um processo. Medindo estas tarefas,
pode-se determinar quando o processo
conseguirá alcançar os resultados
desejados pelo cliente.
Constatando a
certo momento que os resultados não
estão a ser conseguidos, é boa altura
para rever e ajustar novos processos.
Se constatar que os resultados estão
a ser conseguidos, aconselha-se uma
auto-auditoria para assegurar que
os processos alcançaram um estado
de maturidade controlada e definida.
7. Trabalho
rumo a uma melhoria contínua dos serviços
É importantíssimo
esclarecer os clientes quanto à importância
dos esforços de melhoria contínua
dos serviços, pois nenhum processo
é perfeito para sempre. Assim que
os processos vão sendo testados ao
longo do tempo, os empregados vão
sugerindo melhores aperfeiçoamentos.
Do mesmo modo, quando ajudamos um
cliente a seleccionar um outro processo
para trabalhar, há já uma tendência
natural para rever os processos, mesmo
aqueles que já se tinha julgado estarem
sob controlo.
A implementação
integral das melhores práticas do
ITIL não é algo que aconteça de um
dia para o outro. Em muitos casos,
adoptar estas práticas requer, para
além da antecipada mudança dos processos
em si, uma mudança de cultura dos
clientes da organização.
|