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A AEA tem um Centro
de Controlo de Tráfego que monitoriza
24 horas por dia as auto-estradas
que estão sob a sua concessão. Este
centro, em conjunto com as muitas
viaturas que patrulham as auto-estradas
durante 24 horas por dia e 365 dias
por ano, asseguram que em caso de
alguma ocorrência (avaria, acidente,
etc.), sejam resolvidas rapidamente
as dificuldades, garantindo as melhores
condições de tráfego.
O texto que se
segue é da autoria de dois responsáveis
da AEA que assinam o artigo no final.
A prestação de
serviços em regime de outsourcing
é uma filosofia operacional da organização.
Aplica-se em diversas áreas de actividade,
abrangendo o caso particular da prestação
de serviços de manutenção de equipamentos
de portagem e equipamentos de suporte
à operação rodoviária. Os regimes
contratuais incidem sobre qualidade
de serviço, associado a tempos de
resposta, aos quais estão indexados
diferentes níveis de serviço contratados.
Após um período
de avaliação de soluções e de amadurecimento
de conceitos, optámos por desenvolver
uma ferramenta própria, dadas as características
específicas do nosso ambiente. Esta
tem como principais áreas de abrangência:
- A Gestão de
Contratos, onde são parametrizados
no sistema os contratos suportados
pela aplicação, com os respectivos
níveis de serviço e com os pontos
de contacto de acordo com os procedimentos
definidos;
- A Representação
Lógica dos Equipamentos que estão
sujeitos às operações de manutenção,
indexados à sua localização geográfica;
- A gestão de
Manutenção Correctiva com o suporte
ao registo e consequente seguimento
dos incidentes;
- A gestão de
Manutenção Preventiva, com o carregamento
e seguimento da execução dos respectivos
planos.
A necessidade
Para o caso particular
dos Equipamentos de Apoio à Operação
Rodoviária, em que a sua localização
física, dispersa ao longo da auto-estrada,
inibe a utilização de um PC, foi idealizada,
desenhada e implementada uma solução
de mobilidade, que permitiu não só
medir os tempos de resposta, como
também controlar os trabalhos efectuados,
quer ao nível da manutenção correctiva,
quer ao nível da manutenção preventiva.
O processo baseia-se nos seguintes
passos:
1. É identificada
uma avaria, quer pela activação
de um alarme do próprio equipamento,
quer pelo próprio utilizador ao
detectar um comportamento anormal;
2. A avaria
é reportada no sistema, sendo-lhe
atribuído um nível de gravidade
manual ou automático, ao que está
associado um tempo de resposta contratual;
3. Através dos
meios configurados e definidos nos
registos do contrato, a comunicação
da avaria é enviada ao técnico de
serviço - o SMS é o meio mais utilizado;
4. Ao receber
a notificação da avaria o técnico
desloca-se ao local e inicia o processo
de reparação;
5. Repara a
avaria e elabora um relatório de
intervenção.

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A solução
móvel
No caso dos equipamentos
de apoio à operação rodoviária, toda
a interacção com o sistema no processo
de tratamento da avaria é efectuada
com o recurso ao equipamento móvel.
Este dispõe de tecnologia que lhe
permite fazer a leitura da etiqueta
RFID instalada em cada um dos equipamentos
e comunicar com o sistema através
de comunicações móveis - GPRS. Possui
instalado o Windows Mobile 2003, Oracle
Lite, aplicação SGM, módulo RFID e
módulo GPRS.

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Chegado ao local,
o técnico procede à leitura da etiqueta
RFID instalada no equipamento a reparar.
Define-se a diferença entre a recepção
da notificação da avaria e o momento
de chegada ao local como "tempo de
resposta". Ao fazer o relatório e
depois de validada a reposição da
normalidade pelo utilizador final,
a avaria é dada como concluída. À
diferença temporal entre o momento
de chegada ao local e a reparação
da avaria chama-se "tempo de resolução".
Ambos os tempos estão definidos contratualmente
com penalidades associadas para situações
de incumprimento.
A ligação GPRS
permite uma comunicação entre o equipamento
móvel e o sistema central para a descarga
de avarias e o envio de relatórios.
A operação de sincronização é responsável
por esta transferência.
Jorge Cunha,
coordenador da área de Sistemas e
Aplicações, Direcção de Sistema de
Informação; e Luis Reis, Telemática
Rodoviária e Equipamentos de Portagem,
Direcção de Sistema de Informação.
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