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O contexto
A Watch Planet
foi constituída em finais de 2000
e a sua primeira representação foi
a marca suíça de relógios Alfex. Inicialmente,
o projecto Watch Planet começou por
ser uma parceria com outra empresa
do ramo relojoeiro (a Certora). No
final de 2001, foi abandonada a parceria
e a Watch Planet avançou para a representação
sucessiva de novas marcas, nomeadamente
a Guess, Police, e RoccoBarocco.
Quanto à Planet
One, é um projecto paralelo à Watch
Planet, tendo arrancado em 2004 com
o objectivo de comercializar uma marca
própria de relógios, designada por
One Watch Company. Esta marca é totalmente
portuguesa e com design nacional.
O fabrico é feito em países asiáticos.
As marcas com
que a Watch Planet e a Planet One
trabalham actualmente destinam-se
ao mercado de baixa e média gama.
Como referiu Manuel Bento de Sousa,
administrador da Watch Planet e da
Planet One, trata-se de marcas com
relógios com uma gama de preços até
500 euros. De acordo com o nosso entrevistado,
os relógios destas gamas são actualmente
mais acessórios de moda do que propriamente
objectos de medição do tempo.
O canal de comercialização,
tanto da Watch Planet, como da Planet
One, são as ourivesarias e relojoarias.
Ou seja, estas empresas não têm venda
directa. Dispõe assim de três equipas
comerciais, divididas geograficamente.
Actualmente, a actividade destas duas
empresas resume-se quase exclusivamente
ao mercado português. Está presente
em alguns pontos de venda em território
espanhol, mas essa presença deve-se
ao facto de ter um cliente português
que também está presente no país vizinho.
Evidentemente,
como referiu Manuel Bento de Sousa,
a internacionalização está na mira
das duas empresas. No entanto, também
sublinhou que não faria muito sentido
apostar em mercados internacionais
antes de consolidar devidamente a
actividade no mercado doméstico.
A necessidade
No início da
actividade da Watch Planet, o volume
de vendas não justificava um grande
investimento em ferramentas informáticas,
de comunicação e de automatização
para o suporte às vendas. No entanto,
com o crescimento dessa actividade
e das equipas de venda, a necessidade
começou a fazer-se sentir cada vez
com maior premência.
Mesmo assim, Manuel
Bento de Sousa sublinhou a preferência
pela robustez em detrimento da versatilidade.
Ou seja, os responsáveis das duas
empresas optaram por uma solução mais
robusta, em detrimento de outras que
apresentavam maior versatilidade.
Isto quer dizer que a opção pela solução
móvel implementada ficou a dever-se
sobretudo à rapidez e eficiência no
processamento das encomendas.
Por outro lado,
fazia-se sentir a necessidade de recrutar
mais pessoal (pelo menos mais uma
pessoa ou duas) para a introdução
manual dos dados das encomendas no
sistema de gestão integrada. Existia
ainda a questão da imagem da empresa
junto dos clientes e a eficiência
das encomendas.
No que se refere
à imagem, é muito diferente os vendedores
efectuarem as encomendas via terminal
informático, em vez de preencherem
uma nota de encomenda à mão. Quanto
à eficiência, dado que os vendedores
raramente se deslocam à empresa, só
tinham informação sobre os produtos
em stocks, preços e outras variáveis
quando lhe eram comunicadas via fax
ou telefone. Este facto chegava a
originar desfasamentos de informação
com vários dias.
O envio das encomendas
de um cliente, via comunicações móveis,
directamente para o sistema de gestão
integrada também é muito diferente
do que enviar a nota de encomenda
via fax e depois ser introduzida por
outra pessoa no sistema de gestão.
Além da redundância de trabalho e
da morosidade, existia uma maior probabilidade
de erros nas encomendas, dado que
havia várias pessoas envolvidas no
processo.
A solução
Antes da implementação
da solução móvel de pré-venda, os
representantes comerciais da Watch
Planet e da Planet One visitavam os
seus clientes e enviavam as novas
encomendas para a empresa via fax,
onde eram então processadas (introduzidas
manualmente no sistema de gestão integrada)
e enviadas para armazém, a fim de
ser enviada a mercadoria pedida para
o cliente.
Actualmente,
todas as equipas de vendas estão informatizadas
com terminais móveis. Os vendedores
visitam os clientes e, através dos
terminais móveis, podem dispor da
informação necessária sobre os produtos
e criar a encomenda. Seguidamente,
podem enviar a informação das encomendas
para o sistema de gestão central da
Watch Planet e da Planet One (um ERP
Primavera), graças à ligação do terminal
a um telefone móvel. Esta informação
é recebida e integrada automaticamente
no ERP, ficando disponível para os
stocks quase de forma imediata.
Sempre que os
vendedores transmitem encomendas para
o sistema, recebem informação de stocks
e dos clientes. Ou seja, é efectuada
a sincronização de informação entre
o sistema de gestão e os terminais.
Como não é necessária a existência
de uma ligação permanente, a comunicação
entre terminais móveis (vendedores)
e o sistema de gestão integrada da
empresa é efectuada sempre que os
vendedores o pretendem - normalmente
uma vez por dia.
O sistema de pré-venda
implementado e a sua integração com
o ERP deverá sofrer melhorias durante
2007. Manuel Bento de Sousa referiu-se
concretamente à utilização da leitura
de códigos de barras. Em vez dos vendedores
terem que inserir as referências dos
produtos, estas passam a ser inseridas
automaticamente através da leitura
de códigos de barras. Este automatismo
permitirá aumentar a rapidez da criação
de encomendas e eliminar eventuais
gralhas que aconteciam na introdução
manual dos dados.
A solução móvel
de pré-venda foi fornecida pela Sinfic,
envolvendo terminais Psion. Quanto
à base instalada, envolve oito vendedores,
cada um com o um terminal móvel, e
o sistema de gestão integrada Primavera
a nível central. O terminais são complementados
por telefones móveis para efeitos
de comunicação e recepção de dados.
Vantagens
Foram várias as
vantagens conseguidas com a implementação
da solução de automatização das encomendas.
Por exemplo:
- Permitiu reduzir
as necessidades de mão de obra,
uma vez deixou de ser necessário
o recrutamento de mais uma ou duas
pessoas para a introdução manual
dos dados das encomendas no sistema
de gestão integrada.
- Permitiu aumentar
a fiabilidade dos dados. Os dados
das encomendas passaram a ser compilados
pelo vendedor no acto da venda e
enviados para o sistema de gestão
integrada sem a intervenção de mais
pessoas no processo. Desta forma,
reduziram-se as probabilidades de
erro na introdução de dados por
sucessivas pessoas.
- Permitiu a
disponibilização aos vendedores
de informação actualizada sobre
os stocks. Desta forma, não correm
o risco de vender a um cliente produtos
que não existem em stock.
- Permitiu a
optimização das vendas e a satisfação
do cliente. Dada a disponibilização
de informação actualizada sobre
os stocks, os vendedores podem responder
às necessidades de um cliente com
produtos que existam em stock, podendo
os mesmos ser assim entregues dentro
dos prazos acordados - sem atrasos
devido a rupturas de stock, por
exemplo.
- Permitiu aumentar
a rapidez do processo das encomendas.
Depois de efectuada uma venda por
um vendedor, este pode enviá-la
para o sistema central no momento,
ficando quase de imediato disponível
para o armazém poder enviar a mercadoria
solicitada ao cliente.
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