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Agricultura com precisão tecnológica

Com a população mundial a crescer a uma velocidade vertiginosa, a inovação tecnológica na agricultura será cada vez mais importante no preenchimento de algumas das necessidades básicas de milhões de pessoas por esse mundo fora. Torna-se assim necessário procurar soluções que fomentem melhor eficiência na produção e que promovam a racionalidade na aplicação de produtos tais como fertilizantes ou fitofármacos, de forma a induzir menores impactos ambientais. Entre as alternativas mais promissoras para alcançar a sustentabilidade agrícola, seja ela económica ou ambiental, surge a Agricultura de Precisão. Este conceito está normalmente associado à utilização das novas tecnologias de informação para avaliar ou monitorizar as condições numa determinada parcela de terreno, para que posteriormente se possam aplicar, de forma mais adequada e eficaz, os diversos factores de produção, i.e., sementes, fertilizantes, fitofármacos, reguladores de crescimento, água, etc. De forma simplificada, a Agricultura de Precisão pode ser vista como um sistema compreensivo para optimizar a produção agrícola e que é talhado para gerir o solo e as plantas de acordo com as condições específicas de cada local (entenda-se, parcela de terreno), mantendo a qualidade ambiental. Poder-se-á assim dizer que o principal objectivo desta metodologia é a gestão racional da variabilidade espacial das características de uma parcela de terreno. Na maior parte dos casos estas características estão associadas ao tipo de solo, tais como a capacidade de retenção de água, o teor de nutrientes, o pH, ou a matéria orgânica. No entanto, existem outras que o não estão, tais como o declive, a exposição ao sol, níveis de CO2, ou a existência de pragas e/ou doenças, e que são igualmente responsáveis pela variabilidade espacial da produtividade das culturas.

Para ilustrarmos a aplicação prática da Agricultura de Precisão comecemos por apresentar um exemplo relacionado com a questão da rega. Suponhamos que conhecemos a variabilidade da capacidade de retenção de água de uma determinada parcela de solo. Partindo desse pressuposto e do conhecimento que tenhamos acerca das necessidades de água do produto aí cultivado seria desejável que a rega passasse a ser realizada em conformidade, envolvendo a aplicação de mais água, e de forma menos frequente, nas zonas da parcela de solo com maior capacidade de retenção, e envolvendo exactamente o oposto nas zonas com menor capacidade de retenção. Para que esta tarefa fosse bem-sucedida bastaria dispor de uma tecnologia de rega suficientemente flexível no que diz respeito à distribuição espacial da água. Um sistema de cobertura total por aspersão devidamente compartimentado em sectores seria porventura um sistema adequado. De forma a tornar esse sistema ainda mais sofisticado, com o objectivo de monitorizar os consumos de água da cultura, poder-se-ia recorrer a uma estação meteorológica automática e a uma rede de sensores de humidade no solo, tornando ainda mais fácil a optimização da rega em toda a extensão da parcela de terreno.   

Para pôr em prática este e outros exemplos, a Agricultura de Precisão baseia-se em tecnologias como o GPS (Global Positioning System), os Sistemas de Informação Geográfica (SIG), a utilização de aviões não tripulados para realização de fotografia aérea (UAV) ou o recurso a sensores electrónicos. A agricultura moderna combina funcionalidades de cada uma destas tecnologias e junta o melhor que os sistemas de posicionamento e de informação geográfica têm para oferecer, com o objectivo de desenvolver e implementar novos métodos para processar informação crítica seja ela do foro ambiental ou de localização. Estas tecnologias permitem a criação de mapas topográficos em tempo real que oferecem uma perspectiva virtual dos campos de cultivo, perspectiva essa que há algum tempo era simplesmente inimaginável. Para além disso, dispositivos de GPS - em conjugação com mapas topográficos - colocados a bordo de camiões e tractores permitem guiar os agricultores em condições de baixa visibilidade nos campos e que foram originadas por poeiras, chuvas, nevoeiro, ou escuridão. Para que compreendamos melhor as vantagens da utilização destes dispositivos em ambientes de visibilidade reduzida, imaginemos por exemplo o operador de uma máquina agrícola no seio de uma grande extensão de terreno sob nevoeiro intenso e sujeito à perda dos pontos de referência que habitualmente utiliza para desempenhar eficazmente a sua actividade. A tecnologia pode aqui representar uma ajuda preciosa para ajudar a situá-lo e para que este possa prosseguir o seu trabalho sem que haja perda de produtividade. Refira-se também que para além de auxiliarem os operadores das máquinas agrícolas no desempenho "físico" da sua actividade, tais dispositivos são ainda utilizados para condução remota das referidas máquinas com recurso a pilotagem automática. Por outro lado ainda, através do recurso à tecnologia, onde anteriormente existia um tratamento uniforme dos campos de cultivo, agora é possível atender à especificidade de cada tipo de terreno e daí extrair benefícios. Sabendo que o GPS é o sistema de posicionamento mais utilizado no mundo e que as suas potencialidades são quase infinitas, não é de estranhar que esta tecnologia esteja na base de quase todos os sistemas de Agricultura de Precisão: é preciso não esquecer que para determinar a variabilidade espacial de uma dada característica do solo ou de uma cultura é necessário conhecer a localização geográfica precisa de cada um dos pontos em análise.

Deste modo, a crescente popularidade da Agricultura de Precisão em muito se deve à introdução de instrumentos de GPS, radares e outras ferramentas tecnológicas que se caracterizam por uma elevada precisão, por terem um custo muito competitivo e por serem user-friendly. Recorrer à Agricultura de Precisão é sinónimo de uma aplicação controlada de pesticidas, herbicidas e fertilizantes, redução de custos e fomento de uma agricultura mais amiga do ambiente. Actualmente, soluções integradas de GPS e SIG estão a ser utilizadas para planeamento agrícola, mapeamento dos campos, recolha de amostras de solo, condução de tractores, monitorização de colheitas e aplicação racional de factores de produção. Ao utilizarmos informação integrada captada por intermédio de sistemas GPS e SIG para gerir uma frota de tractores - desde o nivelamento do terreno, passando pela colocação das sementes até à irrigação - seguramente podemos contar com um processo muito mais eficaz e com um resultado final bem mais satisfatório.

Por fim sublinhe-se que a introdução deste tipo de tecnologia na agricultura envolve uma mudança de paradigma através do qual a propriedade agrícola passa a ser observada de maneira dinâmica, sendo que todas as suas variações ambientais e geográficas são estudadas de forma a conduzir a uma tomada de decisão baseada em dados mais precisos e fiáveis. O ambiente agradece, os agricultores sorriem e a sociedade respira de alívio, é que como alguém dizia "a agricultura desempenha um papel fundamental em todas as sociedades, pois sem alimentos não há pessoas e sem pessoas não há sociedade".

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